animatitulo.gif (14553 bytes)

27 de maio de 2011.

Feliz Ano Novo! Feliz Segunda-Feira!

“O ano só começa depois do carnaval” já é lugar-comum. Que bom que o meu ano começou em janeiro e já fiz muita coisa boa. Nova e engraçada foi a colocação do Arthur Muhlenberg, em seu blog : a quinta-feira após a Quarta-Feira de Cinzas é a pior segunda-feira do ano.

Para o “Blog do Nauta”, mais um ano está começando. (Completou o seu oitavo aniversário!) Por isso “Feliz Ano Novo!”. E, para mim, um nauta, vida nova! Este ano voltei a ser estudante: UFRJ (grande decepção!), UNISUL e Wizard. Eu que sempre fui o mais novo da turma, voltei para ser o bem mais velho da turma. Agora, as segundas-feiras são dias da aula!

Segunda-feira, primeiro ou segundo dia da semana? Faz diferença?

O que faz toda a diferença é a forma de encarar a segunda-feira. Para muitos, difícil mesmo não é nem a segunda-feira, mas o anoitecer do domingo.

Minha amiga Viviane, certa vez, comentou que era ouvir o Waldir Amaral dizendo “o relógio marca...” seguido do sinal da Rádio Globo, durante as transmissões de futebol no final da tarde de domingo, para bater a depressão pré segunda-feira.

Qual a solução? Carpe diem! Colha o dia! Aproveite o momento! Se na segunda-feira você não vai fazer o que gostaria, não sofra por antecipação. Não deixe de aproveitar bem o domingo.

O interior dos navios é dividido por anteparas (paredes) em diversos compartimentos estanques. Assim, em caso de acidente, podemos isolar um compartimento alagado dos demais, evitando que o navio afunde.

Além de líquidos, a estanqueidade também evita que gases tóxicos ou fogo passem de um compartimento para outro adjacente.

“Viva em compartimentos diários hermeticamente fechados”, sempre dizia o meu pai. Frase que aprendeu em um livro do Dale Carnegie.

Este mês, andaram dizendo que o mundo ia acabar. Será que estamos tão atarefados e preocupados que o mundo acabou e nós não percebemos?

Enfim, hoje é sexta-feira. Dia de curtir o fim-de-semana por antecipação. Estou me contradizendo? Acho que não.

Meta atingida: Boa alimentação, peso 80 Kg. (Cheguei a pesar 92 na Itália!)


Jacaré. Recreio dos Bandeirantes. Rio de Janeiro, RJ. 2011.

Li/Reli/Estou lendo:
- A semente da vitória. Nuno Cobra. São Paulo: Editora Senac, 2003. (Dica da Tia Maria José!)
- Os 7 trunfos para falar inglês. Lilian Prist. São Paulo: DPL, 1999.
- Faça como Steve Jobs. Carmine Gallo. São Paulo: Lua de Papel, 2010.
- A arte de fazer acontecer. David Allen. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005.
- A arte da meditação. Daniel Goleman. Rio de Janeiro: Sextante, 2005.
Ouvi (audiobooks):
- Investimentos inteligentes. Gustavo Cerbasi. São Paulo?: Editora Plugme, 2009.
- A ciência de ficar rico. Wallace D. Wattles. São Paulo: AudioLivro, 2009.
- Superapresentações. Como vender ideias e conquistar audiências. Joni Galvão e Eduardo Adas. São Paulo: Panda Books, 2001.
- A Força dos Modelos Mentais. Yoram Wind, Colin Crook e Robert Gunther. Porto Alegre: Bookman, 2005.

- Assiti o DVD: Força de Ataque. Mar. (Military Might of the 21th Century: Strike Force – Sea) Sobre navios, submarinos, estanqueidade, controle de avarias, guerra anti-submarino e operações anfíbias. Focus filmes, 2008.

20 de setembro de 2010. (De volta ao Brasil!)

Bendita Insônia (ou Insónia*).

Tinha 12 anos, cursava o terceiro ano do Ginasial.

Acordo assustado. Medo do escuro. Resultado: insônia.

Para passar o tempo, vou estudar geografia. A prova oral do professor Nathanael, dias depois, seria baseada em um exercício de palavras cruzadas sobre a matéria. Eu precisava tirar 10 para passar direto.
Assim, na calada da noite, enriqueci o texto a ser estudado com uma pesquisa na minha Internet da época: a Enciclopédia Delta Larousse.

Resultado: passei direto em todas as matérias pela primeira vez!

Alguns dias atrás, pela sexta vez em duas semanas, durante a madrugada, a vizinha do apartamento de cima fez barulho: pisa forte, deixa cair coisas no chão, briga com a filha e começa a recitar um mantra, uma reza, um zumbido, sei lá!

Nhó nhó nhó nhó nhó nhó nhó nhó nhó nhó nhó nhó nhó nhó nhó nhó...

Resultado: insônia. Uma hora depois o zizio parou mas o sono não voltou.

Antigamente era o barulho da Churrascaria Gaúcha, agora é a vizinha cigarra.

Maldita Insônia (ou Insónia*).

* segundo a nova ortografia.

Meta2: continuar a Meta 1. :)


Amsterdã, 2010.

Li/Reli/Tô lendo:
- Vale tudo: o som e a fúria de Tim Maia. Nelson Motta. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007.
- Travessia: a vida de Milton Nascimento. Maria Dolores Pires do Rio Duarte. Rio de Janeiro: Record, 2006.
- Jogo duro: a história de João Havelange. Ernesto Rodrigues. Rio de Janeiro: Record, 2007. (Obrigado, Milton!)
- A vida nos “FF”. 1914-1934. Autores diversos. Publicado em 1934 e revisado por Kleber Pessek. Rio de Janeiro: Serviço de Documentação da Marinha, 2010. (Bom trabalho Pessek!)
- Kursk: o orgulho perdido da Rússia. Peter Truscott. Tradução de Dennis Mattar. São Paulo: Editora Landscape, 2003.
- O segredo do submarino U-137. Edward Topol. Tradução de Margarida Pratas. Mem Martins Codex, Portugal: Publicações Europa América, 1983.
- A ditadura escancarada. Elio Gaspari. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.
- A arte de escrever bem. Dad Squarisi e Arlete Salvador. São Paulo: Contexto, 2004.

- Assiti o DVD: U-Boat, nas mãos do inimigo. Tony Giglio, 2004.

30 de junho de 2010.

Resumo da Ópera. (Catarse.)

Fim de semestre. Fim de comissão. Está chegando a hora de voltar para o Brasil.

Experiência cultural inesquecível.

Experiência profissional para ser esquecida.

Apesar de receber um caos para administrar, de uma pessoa que não honrou a sua farda,...

Transpus obstáculos variados, venci! (Muito bom!)

Se não fosse o marcio*, poderia ter feito muito mais.

Aprendi muita coisa, até o que não queria aprender: sentir raiva por longo tempo. (Nada bom!)

Que o tempo agora seja generoso comigo!

Novo semestre! Começar de novo!

Minha vida sempre foi assim.

Retomar as metas. Feliz Semestre Novo!

E viva a Itália!

Meta 1: Voltar à boa alimentação.

* marcio em italiano significa parte podre, podridão, corrupto, podre, estragado.


Xangai, 2009.


Tsukiji shijo, mercado de peixe de Tsukiji, Tóquio, 2010. Maior mercado de peixes do mundo.

Algumas leituras:
- Previsivelmente irracional. Como as situações do dia-a-dia influenciam as nossas decisões. Dan Ariely. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.
- Mente de Campeão. Pete Sampras. São Paulo: Ediotra Gente, 2009.
- O que realmente importa? Anderson Cavalcante. São Paulo: Editora Gente, 2009.
- Nunca deixe de tentar. Michael Jordan. Rio de Janeiro: Sextante, 2009.
-Mais Tempo Mais Dinheiro. Estratégias para uma vida mais equilibrada. Gustavo Cerbasi e Christian Barbosa. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2009.
- Como organizar a sua vida financeira. Gustavo Cerbasi. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009.
Lendo:
- I will teach you to be rich. Ramit Sethi. New York: Workman, 2009.

20 de dezembro de 2009.

Escrever com força.

Gosto de reler papéis antigos, guardados em uma gaveta ou em uma caixa de papelão. Em especial, uma pequena caderneta azul rasgada, onde registrei alguns pensamentos e fatos da minha adolescência e juventude.

Mas ela ficou no Rio...

Sempre escrevi com força. Marcando o papel de baixo do bloco. Marcando a mesa de madeira. Marcando a alma? Ou desperdiçando energia e a ponta do lápis?

Hoje pouco escrevemos. Digitamos.

Assim, longe da minha caderneta azul, busco arquivos antigos em velhos disquetes.

Encontro um com o título “Metas”, com arquivos de dez anos atrás.

Sempre ouvi falar do poder de estabelecer metas. Metas desafiadoras.

“Metas específicas produzem resultados objetivos.”

A mente realmente é um instrumento poderoso. Eu acredito nisso. Mesmo assim, fiquei surpreso.

Uma meta, totalmente esquecida, me chamou a atenção: “Ser Adido Naval na Europa”. Por quê?

Porque hoje sou Adido Naval em Roma, Itália. Não me lembrava de ter redigido este objetivo, fiquei realmente impressionado.

É o poder de estabelecer metas escritas. Coisas incríveis podem acontecer.

Mesmo esquecido do objetivo, o que não deve ocorrer, ele se tornou realidade!

Talvez não seja bom escrever com força no papel, mas sim com força no pensamento, na superação, na fé. (E, pelo jeito, digitar também vale.)

É hora de definir as metas para 2010. Com força!

Feliz Ano Novo!

Meu “Cartão de Natal” está em www.azvdo.com/natal


Escócia, 2009.

Livros lendo/lidos: Segui le donne, da Beirut alla Palestina pedalando pel la pace. Cecilie Gentile. Edicicloeditore: Portigruaro, 2009.
Como conquistar as pessoas. Allan & Barbara pace. Editora Sextante: Rio de Janeiro, 2006.

Peso: 83 Kg (Perdi 8 quilos. Meta também escrita e alcançada!)

Registro: Dia 18DEZ – Casamento Luciano e Ana Paula
2009 - Flamengo HEXA Campeão Brasileiro!

3 de outubro de 2009.

Suzenando e as Olimpíadas de 2016.

Ao saber que o Rio de Janeiro foi o escolhido para sediar os Jogos Olímpicos de 2016, logo me lembrei do Comandante Tubino: Manoel José Gomes Tubino, Doutor em Educação Física pela Universite Libre de Bruxelles e Doutor em Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Presidente da Federação Internacional de Educação Física, o Doutor Tubino faleceu em dezembro do ano passado. Se estivesse conosco, creio que o planejamento das Olimpíadas no Rio de Janeiro muito se aperfeiçoaria com a sua experiência.

Em 1982, quando eu era Aspirante do Quarto Ano e Monitor de Educação Física na Escola Naval, tive a oportunidade de conviver e aprender com o Comandante.

Em nosso primeiro contato, comentou que trabalharíamos com um senhor, já da terceira idade, que controlava o livro de presença das aulas de Educação Física. Seu nome era Suzenando e, provavelmente por conta do nome incomum e de sua fisionomia engraçada, o amável senhor era chamado de Tangerina.

O Professor Tubino então alertou: devemos chamá-lo sempre pelo seu nome, Suzenando.

Uma lição que pratico até hoje. No meu ambiente profissional não chamo ninguém por apelido. Só chamo por apelido alguns de meus amigos bem próximos, ainda sim, se não provocar mágoa ou ferir a pessoa.

Obrigado Comandante Tubino!

O Professor deixou como legado diversas conferências proferidas em mais de 25 países, a autoria de 20 livros, em especial o Dicionário Enciclopédico Tubino do Esporte, lançado em 2007 e mais de 300 trabalhos (artigos, separatas, resumos) publicados, uma valiosa herança para a Educação Física. Visite www.tubino.pro.br.

Destaco ainda a coragem moral do Professor que, mesmo sendo torcedor do Vasco e da Ponte Preta, nos revelou quem foi o verdadeiro campeão brasileiro de futebol de 1987. Veja aqui.
...

Registro ainda neste post a alegria que eu e Gloria tivemos de receber a querida Tia Aracy aqui em Roma.
Foram duas semanas de histórias, árvores genealógicas antigas e modernas, gelati, cappuccini, passeios reais e no google maps, além de muitas risadas. Quando chegamos do aeroporto, encontramos uma bela cartinha (transcrita abaixo) deixada por ela. Li em voz alta. Glória chorou. Saudades. Tia Aracy, obrigado pelo exemplo de ternura, inteligência, vitalidade e determinação.

“Luiz Claudio e Glória.
Jamais imaginei que aos 81 anos eu viesse parar em Roma, ainda mais na companhia de vocês.
Deus permitiu e o carinho de vocês me proporcionou dias, horas, minutos e segundos de felicidade.
Tudo está registrado no meu coração e, por certo, sentirei saudades
- do meu quarto aconchegante
- do canto da mesa onde conversamos e rimos tanto,
- do elevador bizarro,
- daquele tênis dourado brilhando perto da bicicleta,
- da flor no terraço e da oliveira que já cresceu,
- das abobrinhas e berinjelas preparadas por Bianca 2,
- dos lápis de cores que me fizeram ir de lá para cá nas “cartolerias”
- do Mimi e Coco
- do ônibus 990
- do mecânico aterrorizante
- do cacau, au, au, au
- da toalha verde, da farofa e dos nossos chás
- do Lino salvador
- do primo “descoperto”
- das compras que a Glória não ia fazer...
Enfim, de nossa alegria.
Eu amo vocês. Beijos, Aracy. 02.10.2009.”



Maratona de Roma. Roma, 2009.

Li. Pentatri, a história dos cinco tricampeonatos cariocas do Flamengo. Paschoal Ambrósio Filho. Rio de Janeiro: Maquinária, 2009. Presente da Tia Aracy. Lembrei de Biguá, Bria e Jaime, dos quais papai tanto falava e que foram nomes de meus jogadores de futebol de botão. E descobri que o Flamengo esteve presente na Força Expedicionária Brasileira, que lutou aqui na Itália, com o craque Perácio, artilheiro do Flamengo em 1943.
Lendo. Ideias que mudaram o mundo. Felipe Fernández-Armesto. Arx: São Paulo, 2009. Tradução: Luiz Araújo, Eduardo Lassere e Cristina P. Lopes. Também um presente da querida Tia Aracy.
Também lendo. Non arrenderti mai. Donald J. Trump. Gribaudi: Milão, 2009. Tradução: Gloria Romagnoli.
Ainda lendo. O Homem que Queria Salvar o Mundo: uma biografia de Sergio Vieira de Mello. Samantha Power. Companhia das Letras: São Paulo, 2008. Recomendo com empenho.

29 de agosto de 2009.

Suco de maracujá.

Menos uma semana em Roma. Que pena... Cidade bela, segura e em agosto, bastante calma. Mas o trabalho é estressante, então, sexta-feira, início da noite, vamos relaxar caminhando pela Balduína, o bairro que bem nos acolheu.

Como falei, é agosto. Quase todas as lojas estão fechadas, época de férias. É o êxodo romano, para onde foram todos? Dizem que quem está sem dinheiro para viajar, se abastece e fica o mês escondido dentro de casa, fingindo que está a passear.

Mas a Castroni não fecha. “Ci puoi trovare a Roma in Castroni”. Uma boa cafeteria que também vende bebidas e gêneros alimentícios de todo o mundo. Compramos uma farofa pronta Yoki. O atencioso vendedor, ao ver que somos brasileiros, nos vendeu também guaraná Antarctica e suco de maracujá Dafruta. (Tinha até cerveja Brahma.)

Bem mais tarde, pouco antes de ir dormir, resolvi tomar um pouco do suco de maracujá. O sabor do suco me fez lembrar o terrível café com leite e pão com manteiga do pré-primário, Liceu Franco-Brasileiro, 1967. O leite vinha cheio de nata, era muito ruim e acho que éramos obrigados a beber. Depois passei a levar um coador.

Bom era quando serviam suco de uva. E de vez em quando também tinha suco de maracujá. Não gosto muito até hoje, mas era bem melhor do que café com leite. Ou seja, era ruim, mas bem menos que o café com leite. Talvez isso tenha me marcado.

Lembrei então dos professores da minha infância, dos colegas, das músicas da época: “a mesma praça, o mesmo banco, as mesmas flores, o mesmo jardim,...”. Na merenda, biscoito de polvilho ABC (ou CBA ?), cocô de rato (pipoca de arroz), bala Juquinha (moeda para troco), biscoito Mirabel (o verde era de chocolate)...

Enfim, viajei no suco de maracujá.


Roma, 2009.

Férias em Roma: chiuso1.jpg, chiuso2.jpg, chiuso3.jpg.

Em virtude do tema abordado, fiquei um pouco envergonhado do último post. Então, escrevi logo outro para retirá-lo de destaque no blog. Mas como estou falando dele aqui, não adiantou nada.

Portfólio: Casamentos aqui e ali... Veja em caogrego
.

25 de agosto de 2009.

Mal di pancia.

Mal di pancia (lemos pantchia), dor de barriga em italiano. A palavra portuguesa pança(1) provavelmente tem a mesma origem. Um dos tipos de dor de barriga é a diarréia(2), palavra, a meu ver, que tem uma sonoridade desagradável, talvez pelo seu próprio significado. Mas a diarréia ainda tem sinônimos piores, que não cabe aqui citar e que só fazem deprimir o doente. Na minha infância, em casa, falávamos desarranjo intestinal. Soa mais científico e ameniza o sintoma.

E que sintoma desagradável... Sofri três diarré... desarranjos intestinais inesquecíveis.

1. Batalhão Tonelero. Avenida Brasil, Campo Grande, Rio de Janeiro. Curso de sobrevivência na selva. Há quase trinta anos.

A área do batalhão engloba parte do Morro Marapicu, onde realizamos a etapa prática do curso. Na véspera da subida do morro, tivemos a oportunidade de experimentar diversas rações de combate: alimentos liofilizados(3), feijoada em lata, entre outros. Talvez tenha exagerado na degustação e o resultado foi que iniciei a prática de sobrevivência com um óbice a mais, localizado na barriga.

Cansado e um pouco enfraquecido pela moléstia, experimentei um ensinamento do curso: beber água da folha de bananeira. A água veio com um sabor ruim e tive vontade de ir ao banheiro. Mas não tem banheiro na selva. E essa lição não tinha no curso.

Encontrei um lugar improvisado e cumpri a missão. Como não tinha papel higiênico, usei um PERFEX(4) que levei na mochila. O anúncio de PERFEX na televisão dizia “o pano pra tudo”. Na hora, lembrei disso e, mesmo em uma situação embaraçosa, tive que sorrir.

Depois melhorei e passamos uma noite pegando chuva e praticando o que aprendemos: fazer fogo, montar um fogão com galhos, preparar uma galinha ou um coelho como refeição, armar o tapiri(5), enfim, sobreviver.

2. Ano passado. Orlando, Estados Unidos. Disneylândia. Encontramos uma loja que vendia M&M’s(6), aquelas bolinhas de chocolate ou amendoim coloridas, a quilo. Empolguei-me e exagerei na dose e na gula. Efeito imediato: dor de barriga e vontade de ir ao banheiro. Na Disney tem banheiro! E nos Estados Unidos os banheiros são limpíssimos, pensei. Triste engano... Foi Flórida na Flórida...

Percorri vários banheiros. Todos imundos. Depois de vários calafrios, achei um razoável. Problema resolvido. Há que ressaltar que o “banheiro” do Morro do Marapicu era bem melhor. Precisamos de um curso de sobrevicência na Disneylândia.

3. Semana Santa, deste ano. Viagem ao Egito. Disseram-me que quase todo mundo que vai ao Egito tem dor de barriga. Tomei todas as precauções. Água só engarrafada, remédios profiláticos, refeições só em locais recomendados. Não adiantou.

Dessa vez foi na biblioteca, em Alexandria. E essa ganhou nome, foi batizada de “Mal de Tutankamon”.

A Biblioteca Real de Alexandria foi uma das maiores bibliotecas do mundo antigo. Floresceu sob o patrocínio da dinastia ptolemaica e provavelmente existiu até o período do domínio romano sobre o Egito.

A atual Biblioteca Alexandrina integra, além de uma biblioteca principal, quatro bibliotecas especializadas, laboratórios, um planetário, um museu de ciências, um de caligrafia e salas para congressos e exposições. E banheiros, é claro, com chuveirinho e tudo.

A atual biblioteca pretende ser um dos centros de conhecimento mais importantes do mundo assim com sua antecessora.

Pena que ao lado do papel higiênico, não encontramos livros. Assim, o hábito de ler no banheiro, que pratico em casa, não pode ser realizado na biblioteca. Fica a sugestão. Mas cuidado, “o Ministério da Saúde adverte” que esse hábito pode causar hemorróidas. Outra palavra desagradável...

(1)pan.ça - s. f. 1. Primeira cavidade do estômago dos ruminantes. 2. Pop. Barriga grande. (Dicionário Multimídia Michaelis).
(2) di.ar.réi.a - s. f. Med. Sintoma de muitas moléstias, o qual consiste em fezes mais líquidas e mais freqüentes do que no estado normal. (Dicionário Multimídia Michaelis).
(3) li.o.fi.li.zar - v. Tr. dir. Produzir desidratação (de tecido, sangue, soro ou outra substância) por meio de congelação brusca e, a seguir, alta pressão em vácuo. (Dicionário Multimídia Michaelis).
(4) PERFEX - pano multiuso, que limpa, dá brilho, enxuga e lava, PERFEX® possui furinhos que agarram melhor a sujeira, soltando-a com uma simples enxaguada, sem deixar cheiro. (Criei um PH moderno e reciclável!) Veja jnjbrasil.com.br
(5) ta.pi.ri - s.m. Bras. (N) Palhoça onde se abrigam caminheiros; cabana. (Dicionário Online de Português, dicio.com.br/)
(6) Veja M&M’s mms.com


Biblioteca de Alexandria. Egito, 2009.

Mais fotos da acolhedora biblioteca: Biblio 1.jpg, Biblio 2.jpg.

Portfólio: Casamentos aqui e ali... Veja em caogrego.kit.net
...
Lendo. O Homem que Queria Salvar o Mundo: uma biografia de Sergio Vieira de Mello. Samantha Power. Companhia das Letras: São Paulo, 2008. Recomendo com empenho. Gentilmente emprestado pela Cônsul-Geral Adjunta do Brasil em Roma, Ministra Irene Vida Gala.
...
Peso atual: 87 Kg
Percentual de gordura: 19%

4 de março de 2009.

País do Futebol.

Após o almoço (uma salada com pedaços de frango, quase light, não fosse a maionese), resolvo fazer uma breve caminhada pelos arredores da Piazza Navona. De repente, um fato singular: uma bola de futebol cai no meio da rua, como viesse do céu. Lentamente, entre os carros, ela vai rolando até o meio-fio. Não resisto, mesmo de terno e gravata, vou até a bola. Faço umas “embaixadinhas” e toco de calcanhar para trás.

Quando olho, outro pedestre rola para outro, que chuta, que passa... Dei a saída em uma partita di calcio (partida de futebol), onde todos jogam no mesmo time, em plena Corso Vittorio Emanuele. Ciao!


Piazza Navona. Roma, Itália, 2009.

Mais fotos da série: Navona 1.JPG, Navona 2.JPG e Navona 3.JPG.

Li. Casais inteligentes enriquecem juntos. Gustavo Cerbasi. São Paulo: Editora Gente, 2004.
Lendo. Um Híbrido Fértil. Jarbas Passarinho. Expressão e Cultura: Belém do Pará, PA: Cejup, 1996. Biografia do autor que eu muito admiro.
...
Peso atual: 91,2 Kg
Percentual de gordura: 21%
...
Esta semana apareci no Esporte Espetacular, da TV Globo, usando a camisa do Flamengo e da Croácia. Não viu?
Tá aqui
(Aos 7 min e 20 seg da matéria.)


PS ao post anterior: quase foi mesmo o fim do blog. A globo.com passou a administrar o blogger e, como quando criei o blog, não era assinante da globo.com, quase perdi o blog do Nauta. Depois de reclamar no reclameaqui, além de inúmeras vezes com a própria globo.com, e pedir ajuda à Cora Ronai, Arnaldo Blog e minha irmã Tetella,... Vitória, continuo navegando. Agora a minha batalha é com a hostlocation, que hospeda os meus sites submarinos.net. Tá difícil, mas vamos à luta!

18 de dezembro de 2008.

Fim.

Não é o fim do blog. É o fim do ano.

Mais um ano. Mesmo blog. Estive tão pouco aqui em 2008.

Quando criei este blog não imaginava que o Nauta visitaria tantos lugares.

Agora, Roma. Mais um sonho realizado.

Bons sonhos e realizações em 2009!


Caras de SPQR (Senatus Populusque Romanus). Roma, Itália, 2008.

Lendo, todo dia, normalmente no banheiro:
- O Poder do Subconsciente. Dr. Joseph Murphy. Rio de Janeiro: Nova Era, 2006. Copyright 1962.

Minha mensagem de fim de ano está em www.submarino.net/natal

8 de maio de 2008.

Emoção.

Pisar onde Martin Luther King Jr. pisou.


Memorial Lincoln. Washington, Estados Unidos. 2007.


Interior de um museu. Washington, Estados Unidos. 2007.

Li e gostei:
- E eu com isso? Julio Mosquéra. São Paulo: Globo, 2006. Bom para aprender política.
- Transformando suor em ouro. Bernardinho. Rio de Janeiro: Sextante, 2006. Li em um dia. “Quanto mais as pessoa acreditam em uma coisa, quanto mais elas se dedicam, mais elas podem influenciar no seu acontecimento.” Dov Éden
Lendo e gostando muito:
- Os princípios do sucesso. Jack Canfield. Rio de Janeiro: Sextante, 2007.

1 de fevereiro de 2008.

Feliz Fevereiro-Novo!

É comum tomarmos diversas decisões para o Ano-Novo. Sem dúvida, um excelente momento para o estabelecimento de objetivos. É um momento que tem poder.

Mas já estamos em fevereiro e, talvez, muitas decisões para o Ano-Novo já foram deixadas para trás... E agora? Esperar 2009?

Não! Existem outros momentos poderosos: um novo mês, o aniversário, um novo lar, um novo visual, um novo dia...

Vamos lá! Renove suas decisões! Não desista! Feliz Fevereiro-Novo!


Battleship Wisconsin. Norfolk, Estados Unidos. 2007.


Interior do Capitólio. Washington, Estados Unidos. 2007.

Li e gostei muito:
- Você está louco! Ricardo Semler. Rio de Janeiro: Rocco, 2006. (novas formas de administração.)
Reli:
- A semente da vitória. Nuno Cobra. São Paulo: Editora Senac, 2003.
- A arte de fazer acontecer. David Allen. Tradução de Maurette Brandt. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005.
Lendo:
- Os italianos. João Fábio Bertonha. São Paulo: Contexto, 2005.
(resumo da história e cultura da Itália, apresentados de forma muito didática, bom de ler.)
- Cenário Balanceado (Balanced Scorecard). São Paulo: Aquariana, 1998. (emprestado pelo bom colega Hercules.)

4 de dezembro de 2007.

Queixa ou Gueixa?

Quem acabou com a dúvida foi o Professor Sebastião, carinhosamente chamado Tião Medonho, por nós, então Aspirantes da Escola Naval.

Quando ele corrigiu a primeira redação de um calouro chamado Azevedo, alertou: sua letra Q está igual a letra G.

Os erros fazem parte do aprendizado.

Há que ressaltar que, já no quarto ano — acho que o professor era o Pádua, mas o livro, com certeza, era do Mestre Gelson —, apresentei um trabalho oral sobre os “obstáculos à comunicação”. No tempo anterior, em sua exposição, o Chagas, nosso 01, usou a expressão “há que ressaltar” e foi muito elogiado. Não tive dúvidas, inclui um “há que ressaltar” na minha apresentação também.

E o “há que ressaltar” me acompanhou em quase todos textos que escrevi até hoje...

A imitação faz parte do aprendizado.


Academia Militar das Agulhas Negras. Resende, RJ. 2007.

Li:
- Mundo Afora. Mel Lisboa. São Paulo: Globo, 2007.
- Alô, Chics! Gloria Kalil. São Paulo: Ediouro, 2007.
Lendo:
- O Programa FranklinCovey para a execução eficaz: comece e conclua com sucesso seus projetos pessoais e profissionais. Lynne Snead e Joyce Wycoff. Tradução de Afonso celso da Cunha Serra. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005.
Relendo:
No Guidão da Liberdade. Antonio Olinto Ferreira. [São Paulo?]: Gráfica Veja, [1997?]

Assisti, alguns pela segunda vez, os seguintes DVD:
- Forrest Gump. Steve Tisch / Wendy Finerman.
- Mediterrâneo. Silvio Berlusconi.
- De olhos bem fechados. Stanley Kubrick.
- O Fabuloso Destino de Amélie Poulain. Jean Pierre Jeunet.
- Clube da Luta. Arnon Milchan. (Dica do meu cunhado Fernando.)
- O operário. Brad Anderson. (Idem.)
- Lolita. Stanley Kubrick.
- Treino para a Vida. Thomas Carter.
- A Outra História Ameicana. Tony Kaye. (Para trabalho sobre intolerâncias de Psicologia das Organizações, Professor Rohm, UFRJ)
- Babel. Alejandro González Iñárritu. (Idem.)
- O Sorriso de Monalisa. Elaine Goldsmith-Thomas, Paul Schiff, Deborah Schindler. (Idem.)

Melhor tempo do período:
- 5 Km – Urca – Pista Claudio Coutinho – 27min50seg.

23 de outubro de 2007.

O sétimo dia.

Meu texto é com tinta preta, estou de luto.

Tento escrever uma poesia para alguém que já partiu.

Morte: fim de uma história que será lembrada no sétimo dia.

Morrer, por quê? Por que morrer? Por quê?

Temos as respostas, só nos falta crer.

Por tudo, estou triste.

(adaptado de texto que escrevi em 16 de março de 1984)


Rua das Laranjeiras. Rio de Janeiro, RJ. 2005.

Gripado e com labirintite, li e gostei:
- A maratona da vida. William Douglas. São Paulo: Ediouro, 2006.
- A arte da guerra para concursos. William Douglas. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007.
- Aprenda a investir. Claudio Gradilone. São Paulo: Editora Abril, 2007.
- Quebrando a banca. Ben Mezrich. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. (Muito legal, meu amigo Milton me emprestou.)
Lendo e gostando:
- O mundo é plano: uma breve história do século XXI. Thomas L. Friedman. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007.

02 de setembro de 2007.

Sem palavras.


Ciudad del Leste, Paraguai. 2006.

Monografia entregue!

02 de junho de 2007.

E o tempo voa.

Meu blog já tem quatro anos.
Eu vou fazer quarenta e cinco.

A vida é uma contagem regressiva.

Até o dia 10 de agosto.
Entrega da monografia.

Pouco tempo para a fotografia.


Foto do Red Bull Air Race.
Aterro do Flamengo. Rio de Janeiro, RJ. Abril, 2007.

Li:
- Novas geopolíticas. José Willian Vesentini. 3 ed. São Paulo: Contexto, 2004.

Corrida:
- 10 km - melhor tempo do período: 51min23seg, Pista Claudio Coutinho, Urca.

01 de abril de 2007.

A farsa do milésimo.

Outro dia, caminhando pelo Catete, vi o ator Oswaldo Loureiro. Lembrei, então, de uma anotação que fiz em uma velha caderneta, hoje abandonada em um armário: "Ontem marquei dois golaços na quadra de futebol de salão da FEURJ, na Urca. Teve um que o ator Oswaldo Loureiro viu!" (4 de janeiro de 1980).

Fiz poucos gols em minha vida, talvez por isso lembre bem de vários deles. Não tenho jeito de artilheiro. Menos mal, joguei de goleiro. Mas o assunto acabou lembrando-me da farsa dos mil gols.

O Romário foi um grande jogador, mas também foi, sem dúvida, um péssimo exemplo para os jovens, como atleta e como homem.

Sobre os "mil gols", todos sabem que é mentira. Ainda faltam muitos para ele chegar lá. Mas todo mundo finge que acredita: jogadores, dirigentes, imprensa.

É triste ver a mídia - que tem desmascarado diversas falcatruas em nosso país - apoiar uma calúnia. Até a FIFA está participando da brincadeira. E mais (e pior!), agora querem colocar o mentiroso Romário no Pan 2007.

Essa historinha está ficando com a cara da nossa política: sabem das mentiras, mas fingem que não sabem de nada. São os exemplos da nossa sociedade...

Mas, de repente, se aceitarem os gols que fiz no futebol de botão, também vou ter a minha festa do milésimo!


Na posse do presidente Lula.
Brasília, DF. Janeiro, 2007.

Leituras concluídas:
- Substantivo Desvairado-Sedutor. Júlio Corrêa. Rio de Janeiro: J. Corrêa, 2006.
- A Arte da Guerra - os treze capítulos originais. Sun Tzu. Tradução e adaptação de Nikko Bushidô. São Paulo: Jardim dos Livros, 2006.
- A Dieta de South Beach. Arthur Agatston. Rio de Janeiro: Sextante, 2003.
Reli:
- A arte de fazer acontecer - Getting things done. David Allen. Tradução de Maurette Brandt. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005.

Corrida:
- 10 km - melhor tempo do período: 54min36seg, Pista Claudio Coutinho, Urca.

20 de dezembro de 2006.

"Eu sei que a persistência sempre vai superar o talento e a aparência."
Aaron Brown


Tinha copiado a frase na minha agenda. Esta semana, quando bati o olho nela, lembrei da vitória do Internacional sobre o Barcelona. Sem dúvida, foi uma vitória do coração, da perseverança, um exemplo para o futebol e para a vida.

Depois leio que, após ser escolhida a melhor jogadora de futebol do mundo, Marta chegou ao Rio de Janeiro. Também foi lá no Rio que vi, pela primeira vez, uma jogadora de futebol: Cristiana Studart. Era a atacante do nosso time de futsal. Time do edifício "Conquista", nas Laranjeiras. Sim, ela era a única entre os meninos e jogava muito bem. Isso foi em meados de 1972, tínhamos 10, 11 anos. Mais um exemplo de personalidade e constância.

Anos depois, 1978, há que ressaltar que minha amiga Jane também deu um show de bola no Colégio Franco Brasileiro, em uma partida de futebol feminino. Ela era "craque na bola e craque na escola".

Desta forma, vamos aprendendo da melhor maneira: pelo exemplo. Como o futebol tomou conta do meu pensamento, relembro que a palavra gol vem do Inglês goal, que significa, dentre outras coisas, ponto, tento, meta, objetivo.

Assim, desejo que em 2007 alcancemos muitos gols! E que tenhamos bons exemplos!
E obrigado, amigos, pela força que me deram em 2006.
Saudações rubro-negras!

"É hora de começar!", minha mensagem de Natal, em powerpoint, está em www.submarino.net/natal


Natal no Palácio da Alvorada. Brasília, DF. Dezembro, 2006.

Lidos:
- A arte de fazer acontecer - Getting things done. David Allen. Tradução de Maurette Brandt. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005. (Muito bom para começar 2007 bem organizado. É sobre o famoso sistema GTD. Dica do meu afilhado Pope Litaiff)
- A Estratégia Starbucks: 5 princípios para transformar sua empresa em uma experiência extraordinária. Joseph Michelli. Tradução de Thereza Ferreira Fonseca. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007. (Uma empresa diferenciada. Tudo começou com um trabalho sobre a Starbucks na aula de Teoria do Planejamento. Depois tomei um cafezinho na filial Santiago, Chile. E o interesse aumentou. Inauguraram a primeira no Brasil, em São Paulo. Quando puder vou lá.)
Lendo:
- O Século Sombrio: guerras e revoluções do século XX. Francisco Carlos Teixeira da Silva (coordenador). Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. (Estou gostando muito. Dica da amiga Carol Beasley.)

15 de novembro de 2006.

Fui pra Porto Alegre, tchau!

Dois anos depois volto a Porto Alegre. Novamente na época da Feira do Livro. A Praça da Alfândega, próximo às estátuas de Drummond e Quintana, é o local de trabalho de Freitas, o "último" lambe-lambe*.

O pensamento viaja para o Largo do Machado, no Rio de Janeiro. Lá, durante a minha adolescência, diversos lambe-lambes ofereciam seu trabalho.

Hoje encontramos, em volta da praça, lojas que fazem a foto instantânea, 3X4 ou para o passaporte. É o "lambe-lambe digital"...

Uma vez tive que tirar uma foto, urgente. Corri para o Largo do Machado. O fotógrafo que me atendeu também era músico, e me sabatinou sobre colcheias e semicolcheias...

A música me traz de volta a Porto Alegre. De repente, no meio da Feira do Livro, passam umas garotas tocando e cantando. É o conjunto "Só Gurias". Muito bom!

Assim, fui a Porto Alegre. Assim, foi Porto Alegre.

*Lambe-lambe é o fotógrafo de praça, hoje em extinção. Por que lambe-lambe? Uns dizem que eles têm que molhar o dedo com saliva para verificar de que lado está a emulsão de uma chapa fotográfica. Outros, que colavam a data da foto com cuspe. Recentemente, no Rio, uma exposição mostrou o trabalho dos lambe-lambes.


Freitas na Praça da Alfândega. Porto Alegre, RS. 2006.

Lidos:
- Não somos racistas: uma reação aos que querem nos transformar numa nação bicolor. Ali Kamel. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2006. (Excelente!)
- Planejamento no Brasil. Betty Mindlin. São Paulo: Perspectiva, 2003. (Aprende-se muito, mas achei a leitura cansativa.)
- Como conquistar as pessoas. Allan & Bárbara Poe. Rio de Janeiro: Sextante, 2006. (Didático, leitura agradável.)
- A vida é um combate. Sucesso é dor. Rogério Caldas. Recife: Markação, 2006. (Gostei. Como diz o autor, um "choque de realidade".)

Hoje o clube mais querido do Brasil completa 111 anos. Parabéns Flamengo!



10 de outubro de 2006.

Ensalada Primavera

Caminhando pelas quadras de Brasília, vemos, presas nas árvores, grande quantidade de exúvias. São frágeis cascas de onde saem as cigarras adultas. As crianças colecionam. Disseram-me que elas servem para confecção de bijuterias.

É primavera no planalto central. As chuvas voltaram. A vegetação retomou seu verde. E as cigarras fazem o fundo musical. De manhã, durante a tarde. Às vezes até durante a noite.

O som é irritante, não combina com a beleza primaveril. Mas em pouco tempo nos acostumamos e nem percebemos mais a variedade de melodias do estrídulo inseto.

No Rio de Janeiro, acho que as cigarras costumam cantar uma só melodia e normalmente no final da tarde.

No Chile, onde estive trabalhando, semana passada, não vi nem ouvi cigarras. Mas descobri uma pedra. Uma pedra nos rins. Em um dos poucos tempos vagos da agenda, não pude visitar uma vinícola. Fui visitar o Hospital Militar do Exército do Chile, onde fui muito bem tratado.

Aliás, foi fácil perceber a cordialidade do povo chileno. Bastava abrir o mapa na rua e já aparecia alguém disposto a ajudar. Assim, ficando mais um dia por minha conta, pude rapidamente conhecer o Palácio de La Moneda, o Mercado Central, passear de teleférico e visitar "La Chascona" (uma das casas de Pablo Neruda). Entre uma nuvem e outra, ver o gelo no tope da cordilheira dos Andes. E ainda comer machas, ensalada com abacate, beber suco de chirimoya, pisco e vinho.

De volta a Brasília, a pedra de 9 mm no rim esquerdo sumiu! No entanto, apareceu uma nova, do lado direito, 5 mm. A famosa dor decorrente de cálculos renais, felizmente ainda não conheci. Descobri ainda que tenho diversos clipes cirúrgicos na minha barriga, decorrente da retirada de um cisto, no início do ano. Será que eu não deveria ter sido avisado pelos médicos?

Também em Brasília, relembro que a vida é frágil como uma exúvia. Perdemos dois colegas do Ministério da Defesa no acidente com o avião da Gol. Conheci ambos este ano. Com o Ramalho tive mais contato. Morava aqui no edifício e também estudava Administração de Empresas. Sempre irradiava sua simpatia e inteligência. Já o Raphael, recordo-me apenas de ter elogiado o toque de seu celular: o hino do Flamengo.

Assim está a primavera: bela, ruidosa e triste.

Hoje, não sei se por causa das fortes chuvas, as cigarras se calaram.
Hoje, sei que por causa da partida dos companheiros, a natureza também fez silêncio.


Aquí tu envase de vidrio ayuda a un niño quemado.
Av. Providência, Santiago. Chile, 2006.

Últimas leituras:
- A arte de invadir: as verdadeiras histórias por trás das ações de hackers, intrusos e criminosos eletrônicos. Kevin D. Mitnick e William L Simon. Tradução Maria Lúcia G. I. Rosa. São Paulo : Pearson Prentice Hall, 2005.
- Os Submarinos Nucleares. Comandante George P. Stelle. Tradução de Milton Mariano Azevedo. São Paulo: Flamboyant, 1963. (Comprei no sebo, muito bom!)
- Este Barco também é seu. Comandante D. Michael Abrashoff. O comandante que reinventou a gestão do USS Benfold. Tradução de Henrique A. R. Monteiro. São Paulo: Cultrix, 2006. (Nota dez. Prende a atenção, principalmente a dos nautas. Li em dois dias.)

20 de Agosto de 2006.

Pergunta Secreta

Você tenta acessar sua caixa de e-mails e não consegue. Enquanto isso, alguém está lendo todos os seus e-mails, conhecendo particularidades da sua vida e até fazendo-se passar por você, transmitindo mensagens para seus amigos e contatos profissionais. (Até no MSN!)

O mundo virtual já é praticamente igual ao real. Temos museus, jornais, correios, bancos, lojas... E também temos pichadores, trombadinhas, ladrões e terroristas.

Este ano comecei a me interessar e estudar Segurança da Informação. É um assunto fascinante e amplo: envolve desde sistemas informatizados até dados armazenados em um papel de rascunho ou na mente humana.

Os estudiosos da segurança têm seu jargão. Chamou-me a atenção a diferença entre hacker e cracker. O hacker é uma pessoa que sabe criar e modificar hardware ou software, desenvolvendo novas funções ou adaptando antigas. É ético e atua dentro da lei. Já o cracker é o hacker criminoso ou mal intencionado. Existem até hackers especializados em sistemas de telefonia, fixa ou móvel. Eles são chamados phreakers.

Já o termo vulnerabilidade significa uma fragilidade que pode ser explorada por um cracker, para concretizar um ataque.

Embora seja um mero aprendiz, pude constatar, pessoalmente, algumas vulnerabilidades que não imaginava. Em menos de uma hora tive a oportunidade (mas não tirei proveito!) de mudar a senha e ler as mensagens de alguns amigos e familiares que têm conta no hotmail.

Esquecemos que alguns sistemas têm o recurso da pergunta secreta, que funciona como uma segunda senha. Assim, se esquecemos a nossa senha, basta solicitar a pergunta. Acertando a pergunta, podemos introduzir uma nova senha e entrar no sistema.

Algumas perguntas que encontrei, muito fáceis de acertar:
- Qual o nome do seu pai?
- Qual a cidade que sua mãe nasceu?

Essas deram um pouco mais de trabalho:
- Qual o melhor time de futebol da Costa Rica?
Foi só entrar na página da federação de futebol do país. Tentaria alguns times, mas acertei de primeira.
- Qual o seu filme favorito?
Fui na página da pessoa no orkut e lá no seu perfil tinha o seu filme favorito.

Já avisei àqueles que tiveram a sua "segunda senha" quebrada. Agora, procuro ampliar o alerta. Creio que o melhor é ter somente a senha, dispensando a pergunta secreta. Incrível é que ainda existem sites e caixas de e-mail, famosas como a hotmail, que nos deixam sujeitos a esses ataques.

Há que ressaltar a importância de uma boa senha. Aqui vai uma dica, obtida na página www.euvi.net e adaptada:

Quanto mais difícil for a senha, melhor. Tente misturar letras maiúsculas, minúsculas, números e sinais de pontuação. Uma regra prática e que gera boas senhas é utilizar uma frase qualquer como base e criar a senha. Exemplo: "Quando um não quer, dois não brigam!" Senha: Q1nq,2nb! Senhas geradas desta maneira são fáceis de lembrar e difíceis de serem descobertas.

Tchau! E boas senhas!


Antuérpia, Bélgica. 2004.

2 de Agosto de 2006.

Certas Canções

"Certas canções que ouço cabem tão dentro de mim,
que perguntar carece: como não fui eu que fiz?" (Milton Nascimento)


Tinha 14, 15 anos. Já achava que as músicas do Milton refletiam minhas paixões e sentimentos. O auge foi quando ele gravou "Certas Canções". Ele leu o meu e provavelmente os pensamentos de muitos de nós.

Algumas músicas passam a fazer parte de nossas vidas.

"Go to be there" (Michael Jackson, 1971) me lembra uma colega do ginasial: Rita Oiticica França e suas tranças. Por onde andará ela?

"E me peguei assobiando aquela música cafona que eu detesto, mas que me emociona, porque me lembra alguém que me fez bem e depois me pôs na lona." (Gabriel o Pensador)

É Gabriel, você também acertou. Essa música brega seria "Agenda rabiscada" (Cleiton e Camargo).

Momentos tristes. Momentos felizes.

"Joy of Life" (The Corrs) e "Hey Ya!" (Outkast) compõem o fundo musical da viagem no Navio-Escola "Brasil" em 2004.

"Sopro do Espírito" (Caio Fábio e Asaph Borba) é uma canção evangélica que me recorda a época que minha mãe faleceu. É uma música linda. Para ouvir e chorar.

Já a melodia do "Fantasma da Ópera" sempre vai lembrar a minha doce Glória.

São tantas músicas... "Tantas emoções..."

E você? Tem alguma música para contar ou cantar?


Essa foto fiz inspirado em uma da Lary Secco. Com a autorização dela. Obrigado Lary Secco! Sei que tenho que melhorar muito! Vou persistir! A foto dela está em www.olhares.com/lalamail

8 de Julho de 2006.

Marquês de Xoropotó

Meados de 1988.
O submarino "Humaitá" atraca em Santos. Aproveito a oportunidade para rever um amigo que mora na cidade de São Paulo. A visita tornou-se inesquecível pois, na ocasião, conheci uma princesa e um marquês.

A então namorada do amigo era (e deve ser ainda) muito linda. Loura, alta, bela, muito feminina. Tão feminina que à noite, ela apareceu de terno preto e, mesmo com seus cabelos curtos, continuou uma mulher maravilhosa. Como se não bastasse, ela era gerente de uma loja de flores. Tudo a ver com ela, a princesa que conheci.

Mas a visita não teve apenas momentos de êxtase. Teve também momentos nobres e engraçados.

O amigo estudava flauta e combinou encontrar-se comigo ao sair de sua aula, no conservatório de música.

Em virtude do grande número de assaltos no bairro, a escola havia criado um sistema de senhas diárias, para identificar os alunos na entrada. Naquele dia, a senha era "Marquês de Xoropotó". No ônibus, indo para lá, de repente esqueço a senha. Marquês de... E agora?

Que coisa mais maluca, senhas para entrar, pensei. E fui até, confesso, indevidamente preconceituoso, achando que aquilo era coisa de paulista. Mas depois lembrei: "Xoropotó!". Ufa!

Chegando no conservatório, toco o interfone e escuto: "qual é a senha?" (Eu juro que ouvi isso.) Respondo em alto e bom tom: "Marquês de Xoropotó!"

A recepcionista tinha perguntado meu nome e deve ter pensado que eu era louco. Principalmente porque meu amigo disse para ela que eu me denominava marquês, por ter herdado o nobre título de meu avô, herói da Batalha de Xoropotó, na costa do Espírito Santo.

Na saída, meu amigo revelou as duas estórias que tinha criado, uma versão encaixando com a outra. Muitas gargalhadas. Tinha sido um nobre (ou um louco) por algumas horas. Estava tão crédulo da senha que quando fui questionado sobre meu nome, ouvi a pergunta sobre a senha.

O amigo que me deu esse trote é o Chagas. Colega (brilhante colega!) da Escola Naval. Brilhante não só pelo seu desempenho escolar, mas principalmente pela sua perseverança, coragem e simpatia. Já faz quase um ano que não falo com ele, uma pena! Registro aqui minha admiração por você, amigo. Forte abraço!




Estudando muito e lendo pouco. Ainda não acabei: "Meu Pai", de Carlos Chagas Filho e "As Seis Lições", de Ludwig von Mises, já citados aqui. Também estou concluindo "O Príncipe" de Maquiavel, leitura obrigatória no estudo de Introdução à Ciência Política, aqui na UnB. Quanto às fotos, tirei nas Ilhas Canárias, em 2004.

12 de Junho de 2006.

Dia dos Namorados

Leio o que o colega Márcio Abbês escreveu no livro de visitas da página do Franco-Brasileiro: "Já que é para lembrar os bons tempos do colégio, cito mais alguns colegas: ... Ney Hamilton e Vera (pessoas maravilhosas que foram mais cedo para um plano melhor) ..."

Depois, encontro um pedaço de papel onde escrevi o que me aconteceu no primeiro dia de 2004: "Amanheci pensando no Nei e na Vera, colegas do Segundo Grau (Ensino Médio), que morreram em 1978. Lembrei de dois episódios com eles. Um na aula de Português. Outro na casa do Carlos Fernando. Quem sabe vira um texto?".

Dois anos depois,... É hora de elaborar o texto.

Nada mais propício que falar de Nei e Vera no dia dos namorados. Eram namorados, um casal adolescente admirável. Pelo amor, inteligência, cuidado com os outros...

Aula de Português. O nível de ruído aumenta. A professora, irritada, chama Nei ao quadro-negro para responder algumas perguntas... Ele, inteligente, acerta todas! Vera acompanha tudo com um sorriso orgulhoso. (Depois Lúcia também foi chamada, nem sequer conseguiu dialogar com a mestra.)

Ladeira do Ascurra, Cosme Velho. Bela casa do Carlos Fernando. Era um lugar badalado pelas festas que lá ocorriam. (Não tive oportunidade de ir a nenhuma.) Mas era época de festival de música do Franco e eu, flautista, fui convidado para conhecer o estúdio (com isolamento acústico e tudo!).

Estava conversando com o Zequinha, quando Vera e Nei chegaram...
- Vera, você já reparou nos belos olhos azuis do Zequinha?
- E você sabia que o Luiz Cláudio tem covinhas?

Podem ser cenas quaisquer. Mas a minha memória gravou para sempre. Pela simpatia, pelo carinho, pela gentileza sempre demonstrada por eles.

Modelos são importantes para a formação de nosso caráter, principalmente quando somos jovens. Sou grato a Deus porque tive várias pessoas com quem aprender. E quando os exemplos vêm de pessoas da nossa idade, creio, têm uma força ainda maior.

1978. Um grupo de amigos faz uma viagem para Ouro Preto. No regresso, um acidente. Nei e Vera morreram juntos. Juntos para sempre.

Assim, no dia dos namorados, faço minha singela homenagem ao belo e eterno casal.

Não tive a chance de ser um grande amigo de vocês, mas saibam, Nei e Vera, que tenho saudades...


Congresso Nacional. Brasília, 2006.

Li:
- O Monge e o executivo. Uma história sobre a essência da liderança. James C. Hunter. Sextante. Rio de Janeiro, 2004.
- Sela líder de si mesmo, o maior desafio do ser humano. Augusto Cury. Sextante. Rio de Janeiro, 2004.
- Nunca desista dos seus sonhos. Augusto Cury. Sextante. Rio de Janeiro, 2004.
Pais brilhantes, professores fascinantes. Augusto Cury. Sextante. Rio de Janeiro, 2003.

1º de Abril de 2006.

Lendo Antônio Suárez Abreu aprendi o que é hipálage*. Então, tentei compor uma...

Hipálage Brasiliense

Brasília me recebe com suas asas bem abertas. Postura ereta, imponente. Eixo monumental.

Quero cumprimentá-la, mas ela me enche de recomendações: "aqui respeitamos o pedestre", "aqui não costumamos buzinar".

Poucos dias de convivência (com seu barulho, pichações e sujeira) foram o bastante para ver que Brasília é daquele tipo "faça o que eu digo mas não faça o que eu faço".

Esperava mais da nossa capital.

Mas vamos nos conhecer melhor. Quero ser um piloto do plano piloto. Aprender seus códigos SQS. Decolar para leste e guinar para uma nova e bela aventura.

* do grego hypallagé que significa troca. É a transferência de uma qualidade humana para entidades não humanas.


Catedral de Brasília. 2006.

---------------

Rio de Janeiro - Brasília de automóvel:
Pedágios: 12 (Gasto total: R$ 71,70)
Dia 1 - Rio-Uberl. (1.000Km) / tempo total: 12h50min. / descansando: 1h11min. / em viagem: 11h39min. / veloc. média: 85,8Km/h
Dia 2 - Uberl.-BSB (453Km) / tempo total: 6h15min. / descansando: 20min. / em viagem: 5h55min. / veloc. média: 76,6Km/h
Total: 1.453Km / tempo total no automóvel: 19h05min. / descansando: 1h31min. / em viagem: 17h34min. / veloc. média: 82,7Km/h
Detalhes:
Dia 1 - Do Rio a Uberlândia:
. (hora início e fim do percurso - dist. - tempo - veloc. média)
. 03:35h-06:00h - 202Km - 2,42h - 83Km/h
. ...-06:05h - descanso - 5min.
. ...-08:50h - 260Km - 2,75h - 94,5Km/h
. ...-09:16h - descanso - 26min.
. ...-10:00h - 62Km - 0,73h - 84,5Km/h
. ...-10:05h - descanso - 5min.
. ...-11:15h - 106Km - 1,17h - 90,9Km/h
. ...-11:25h - parada para receber multa - 10min.
. ...-12:30h - 98Km - 1,08h - 90,5Km/h
. ...-12:55h - almoço - 25min.
. ...-16:25h - 272Km - 3,5h - 77,7Km/h
Dia 2 - De Uberlândia a Brasília:
. 08:30h-11:43h - 248Km - 3,2h - 77,5Km/h
. ...-12:00h - descanso - 17min.
. ...-12:47h - 58Km - 0,78h - 74,4Km/h
. ...-12:50h - pedindo informações - 3min.
. ...-14:45h - 147Km - 1,92h - 76Km/h

Li:
- O Diário de Zlata - a vida de uma menina na guerra. Zlata Filipović. Tradução de Antonio de Macedo Soares e Heloisa Jahn. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.
- Começando com o pé direito. Jo-Ellam Dimitirus e Mark Mazzarella. Tradução de George Schlesinger e Sonia Augusto. São Paulo: Alegro, 2001.
- A Arte de Argumentar. Gerenciando a razão e a emoção. Antônio Suárez Abreu. Cotia: Ateliê Editorial, 2004. (mais um empréstimo do amigo e sobrinho JP, valeu mané!)
- Mario Quintana. Márcio Vassalo. São Paulo: Moderna, 2005 - (coleção mestres da literatura do Brasil).
- Machado de Assis. Edinha Diniz. São Paulo: Moderna, 2003 - (coleção mestres da literatura do Brasil).
- Fotolg e Fotografia Digital. João Vicente Costa. Rio de Janeiro: Editora Ciência Moderna, 2005.
Visitei:
- POSITHIV+. Fotografias de Pep Bonet. Centro Cultural Brasil-Espanha de Brasília.
Assisti:
- Centenário Mario Quintana. Música e poesia. Adeilton Lima e Marcio Bonfim. Livraria Siciliano. Shopping Conjunto Nacional, Brasília.
- Orquestra Filarmônica de Brasília. Obras de Mozart. Pátio Brasil Shopping, Brasília.

12 de Fevereiro de 2006.

Mormaço.

Longo período de manutenção. O navio ficou quase seis meses em Belém. Nas noites de domingo eu gostava de ir ao "Mormaço".

Ao lado do Distrito Naval, seguia por uma rua de barro, entrava nas palafitas... Era ali mesmo!

Ouvir Calipso e Tony Brasil, tentar dançar carimbó, zouk e forró.

Romântico era o momento de ir embora. Maré cheia. A nova namorada tinha que ser carregada nos braços para não molhar os pés e as sandálias de dedo.

Saudades de Belém, do bodeco, da pupunha.

Comer curimatã com tucupi e farofa. Açaí só de dia! Dá sono, é indigesto. Beiju gostoso, lá na Tapioca da Elaine, nas Docas. Perto do porto. Lá também comíamos um cachorro quente depois da festa.

Segunda-feira tinha mais: Pagode do Pompílio...
Pai d´égua!


Prático do Rio Içá. Amazônia Ocidental, 2001.

Li:
- Minhas memórias de Lobato contadas por Emília, Marquesa de Rabicó e pelo Visconde de Sabugosa. Luciana Sandroni. Ilustrações de Laerte. Companhia das Letrinhas. Sâo Paulo, 1997.
- Tremendo de Coragem: Primeiras aventuras de Biel e sua turma. Sérgio Klein. Ilustrações de Hermes Tadeu Moraes e Marco Antôni Rodrigues. Editora Fundamento Educacional. São Paulo, 2001.
(foram mais dois do Digo e da Bibi)
- Como se dar bem na vida, mesmo sendo um bosta. Casseta e Planeta. Editora Objetiva. ?, 2005. (O amigo Milton que me emprestou. Agora entendi como ele se deu bem na vida. E olha que ele deu muito!)
Reli:
Heróis de Verdade. Roberto Shinyashiki. Editora Gente. São Paulo, 2005
Concluindo:
- Meu Pai. Carlos Chagas Filho. Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz. Rio de Janeiro, 1993.
- As Seis Lições. Ludwig von Mises. tradução de Maria Luiz X. de A. Borges. Instituto Liberal. Rio de Janeiro, 1998. (emprestado pelo meu sobrinho e amigo João Paulo. Escrito por um dos responsáveis pelo renascimento do pensamento liberal após a 2GM, o livro apresenta de forma didática seis importantes temas relacionados à Economia. Estou gostando.)

15 de Janeiro de 2006.

"Metamorfose".

Talvez "A Metamorfose" e o "Veredicto" de Kafka tenham me deixado meio deprimido...

O ano não começou:
uma mudança para fazer
livros para ler
um cisto (ou três) para tirar.
Quando a alegria voltar
e o ano iniciar
eu serei quem sou.
.............................................................................

Lendo Rachel de Queiroz encontrei a seguinte passagem: "e enxotar toda aquela passarinhada para o raio que as parta". Surgiu então a dúvida: não seria para o raio que a parta, já que passarinhada é singular? Mas passarinhada é um coletivo. Poderia então usar as parta?
Mais tarde, lendo Luciana Sandroni, encontro a frase: "ele que vá flertar com o raio que o parta". Foram "dois raios" no mesmo dia! E a dúvida voltou a me incomodar.
Com todo respeito à Raquel de Queiroz que, além de ter sido uma fabulosa escritora, era madrinha dos Fuzileiros Navais, acho que ela cometeu um engano (ela ou a editora). Não encontrei nada sobre o assunto. Creio que o certo seria: "e enxotar toda aquela passarinhada para o raio que a parta". E aí? Vocês podem me ajudar?


Composição com duas fotos. Pelourinho. Salvador, 2005.

Últimas leituras:
- A Metamorfose seguida de O Veredicto. Franz Kafka. Edição comentada (e muito bem comentada!). Tradução, organização, prefácio e notas de Marcelo Backes. L&PM. Porto Alegre, 2001. (mais uma vez agradeço ao companheiro Zoccolaro pelo empréstimo de mais um livro do genial Kafka).
- Pense e Enriqueça. Napoleon Hill. Tradução de Agnes Cretella. Editora Bestseller. São Paulo, ?.
- Andira. Rachel de Queiroz. Ilustrações Suppa. Editora Gráfica Bernardi. São Paulo, 2004.
- A mulher que matou os peixes. Clarice Lispector. Ilustrações Flor Opazo (achei as figuras muito legais). Editora Rocco. Rio de Janeiro, 1999.
- Ludi na Revolta da Vacina (Uma Odisséia no Rio Antigo). Luciana Sandroni. Ilustrações Humberto Guimarães. Editora Moderna. Rio de Janeiro, 1999. (livro e figuras muito bem bolados, gostei).
(Esses últimos três livros foram emprestados pelos meus queridos sobrinhos gêmeos Bianca e Rodrigo).

15 de Dezembro de 2005.

"Como estudar".

Tem ou tinha um livro lá em casa chamado "Como estudar".

Um de seus ensinamentos é prestar atenção nas características do professor e no que ele destaca durante as aulas.

Normalmente, o que ele ressalta durante as aulas cai na prova.

Alguns professores da minha adolescência: Aquino, Nathanael, Nei. Com eles não bastava estudar o que era ensinado ou o que estava no livro utilizado. Para obter boas notas eu pesquisava mais sobre os assuntos ministrados. Não tínhamos internet, tínhamos enciclopédias.

Graças a uma insônia passei direto em todas as matérias pela primeira vez. Em uma noite, final de 1974, ouvi um barulho. A adrenalina do susto tirou meu sono. Resolvi estudar Geografia.

Tinha que tirar dez para passar direto. Não tinha esperanças. Era a única matéria que tinha dificuldade. Mas percebi que o professor Nathanael era dos que gostava que o aluno soubesse mais do que ele ensinou. Assim me "conectei" na Delta Larousse.

A prova foi oral. Para cada pergunta eu tinha uma dissertação como resposta. Consegui o dez!

Interessante foi a "tática" que usei com o professor Nei. Geografia de novo. Estudava, estudava. As notas eram apenas razoáveis. Até que em uma prova resolvi fazer um desenho para ilustrar minha resposta. Desenhei a África como fosse uma mulher sendo cobiçada pelas potências mundiais, que também ganharam corpo.

Ganhei a nota máxima e ainda recebi um elogio: "Genial!" Passei a desenhar sempre nas provas do Nei. Passei a tirar dez sempre. Quando estudava, além de memorizar a matéria, criava um desenho para cada assunto. Foi a receita.

Dois anos depois. Precisava tirar dez em Inglês para passar direto em tudo. Na última aula antes da prova o saudoso professor Júlio se irritou com a bagunça da turma. Um colorido vermelho irado tomou conta de seu rosto e careca. "Considero dada a matéria de hoje! E é o que vai cair na prova."

Mais uma vez não tinha esperanças. Em casa, achei um livro que continha a teoria e diversos exercícios sobre o assunto. Estudei por ele.

A prova foi totalmente tirada do livro. Resultado: dez!

Assim foram passando os quatorze anos que estudei no Liceu Franco-Brasileiro...

O Franco fez 90 anos. Agradeço ao colégio, professores, funcionários e colegas pelos ensinamentos dentro e fora da sala de aula. Félicitations!

.............................................................................

Mês passado: Rally Fotográfico da Praça Tiradentes.
Conheci melhor mais uma pitoresca região do Rio de Janeiro.


Praça Tiradentes. Rio de Janeiro, 2005.

Li e gostei muito:
- Heróis de Verdade. Roberto Shinyashiki. Editora Gente. São Paulo, 2005.
- Making Of. Newton Cesar e Marco Piovan. Editora Futura. São Paulo, 2003.
- O berço da desigualdade. Cristovam Buarque e Sebastião Salgado. UNESCO. Brasília, 2005.

12 de Outubro de 2005.

Sons de uma viagem.

"Joy of Life" do The Corrs foi, para mim, a música da viagem. Para mim e, creio, para muitos.

O som da flauta irlandesa, a beleza das intérpretes,... Melodia alegre, contagiante.

O clip da música foi apresentado durante a palestra sobre a Irlanda(1). Era véspera da atracação em Dublin, primeiro porto europeu daquela viagem.

Dia seguinte. Na terra da Guinness, após experimentar o irish coffe(2) e o fish and chips(3), vou em busca do CD da banda. Queria ter a música comigo.

Não encontro o CD. Compro uma flauta irlandesa.

Já a bordo, tento tocar uma melodia. Tenho algum conhecimento de música. Sei ler partitura e tirar um som razoável de uma flauta transversa. Até toquei em um culto realizado em alto mar(4).
Mas com a aguda flautinha irlandesa... Desafinados e estridentes sons saíam do meu camarote e ecoavam pelos corredores do convés principal.

James Joyce escreveria: Pitiiiiiifiiiipipiiiiuuffhhzz(5).

Então, Fiuza chama Aguiar. Passa-lhe algumas "instruções". Aguiar bate na porta do meu camarote e pergunta:
"Imediato, é aqui que está tocando o CD do The Corrs?"

Levo alguns segundos para entender a brincadeira. O The Corrs nunca foi tão ofendido. Acho graça do trote e prossigo com os ruidosos sons. Valeu Fiuza!

Flauta, música, trote... Isso me faz lembrar o Marquês de Xoropotó. Assunto para outro post.

Larga a um! Um apito longo.

(1) Antes de cada porto os guardas-marinha apresentavam palestras sobre o país que visitaríamos. História, Geografia, Forças Armadas, Turismo...
(2) Irish coffee - bebida típica, café com uísque.
(3) Fish and chips - prato típico, peixe com batata frita. Servido sobre uma folha de papel. Por vezes sobre uma folha de jornal.
(4) Durante a viagem eram realizadas atividades religiosas: missas, cultos evangélicos e reuniões espíritas. Sempre supervisionadas pelo nosso Capelão Paiva.
Agradeço ao Suboficial Guarani e ao Sargento Cirino pela oportunidade de participar do evento.
(5) James Joyce, escritor irlandês, escreveu em seu livro "Finnegan's Wake" (O Despertar de Finnegan) a seguinte passagem: "Bababadalgharaghtakamminarronnkonnbronntonnerronntuonnthunntrovarrhounawnskawntoohoohoordenenthurhuk!" É o barulho de um trovão, escrito em inglês, com sotaque dublinense.



Rio Liffey. Dublin, 2004.

Li:
- Kant, em 90 minutos. Paul Strathern. Jorge Zahar Editor. Tradução: Maria Helena Geordane. Consultoria: Danilo Marcondes. Rio de Janeiro, 1997.
- Caminhos e Escolhas. O equilíbrio para uma vida mais feliz. Abilio Diniz. Editora Campus. Rio de Janeiro, 2004. (Emprestado pelo Milton. Obrigado, amigo.)
- Confúcio, em 90 minutos. Paul Strathern. Jorge Zahar Editor. Tradução: Cláudio Somogyi. Consultoria: Danilo Marcondes. Rio de Janeiro, 1998.
- Organiza-se. Donna Smallin. Editora Gente. Tradução: Maria Alayde Carvalho e Patrícia Wiesenthal. São Paulo, 2004. (Muito bom.)

Reli:
- Escrever com Criatividade. Luciano Martins. Editora Contexto. São Paulo, 2001. (Parece que o autor está em uma sala de aula conosco. Muito bom.)
- A Arte de Escrever Bem. Dad Squarisi e Arlete Salvador. Editora Contexto. São Paulo, 2004. (Sou persistente, quero aprender. Este livro é excelente.)

To acabando de ler:
- Um Brasileiro em Berlim. João Ubaldo Ribeiro. Editora Nova Fronteira. Rio de Janeiro, 1995. (Comprei em um sebo, em São Paulo. Alice, obrigado pela dica. Estou gostando muito do livro.)

25 de Agosto de 2005.

Recife.

Foi o último dos catorze portos.
Terminou assim uma das belas viagens que fiz ano passado.


Quatro meses.

Metade atracado..............Metade no mar.
.Terra firme......................Navio a jogar.
..Quero navegar..................Quero atracar.
... Sem parar........................Regressar.

Inteiro, quero a glória de chegar.
E a Glória, ao chegar.


Porto. Recife, 2004.

Lido:
- Finanças para não-financistas. Paulo Henrique Schenini e J. R. Bonavita. Editora Senac. Rio de Janeiro, 2004. (Esperava mais do livro. Não gostei. Apesar da boa apresentação gráfica, pouco didático. Exercícios sem respostas).
Lendo:
- O Processo. Franz Kafka. Escrito em 1914-1915. Tradução de Torrieri Guimarães. Editora Martin Claret. São Paulo, 2004. (Livro muito louco e interessante. Obrigado Zoccolaro, pelo empréstimo).

28 de Junho de 2005.

Las Palmas.

Uma libélula no mastro
do navio que balança
atracado em Las Palmas

No blog tento a arte. Tento um hai kai.
A libélula é o inseto do outono. O outono tem caráter melancólico.
Las Palmas foi o último porto estrangeiro. Viagem terminando...
Para uns foi longa, para outros curta.
Sentimento de vaga e doce tristeza.


Noturno. Las Palmas, 2004.

Mais fotos: LP1.jpg, LP2.jpg, LP3.jpg, LP4.jpg e LP5.jpg

Li e gostei:
- Sob Pressão. A última missão do submarino S-5. A.J.Hill. Tradução de Celina Cavalcante Falk. Editora Landscape. São Paulo, 2003.
- Making Of. Newton Cesar e Marco Piovan. Editora Futura. São Paulo, 2003.
- Mergulho na Escuridão. Robert Kurson. Editora Landscape. Tradução de: (emprestei o livro, depois acrescento). São Paulo, 2005.

25 de Março de 2005.

Lisboa.

Lisboa antiga. Lisboa nova. Antiga ou nova, linda.
Portimão. Monchique, onde seria realizado um campeonato de matraquilhos (futebol totó).
Não fiquei com a barriga a dar as horas (com fome) porque comi muitos pastéis de Belém.


Praia. Portimão, 2004.

Mais fotos: aofado.jpg, monchique.jpg, portugal.jpg, portugal (1).jpg, portugal (2).jpg, portugal (3).jpg, portugal (4).jpg, portugal (5).jpg, portugal (6).jpg, portugal (7).jpg, portugal (8).jpg, portugal (9).jpg, portugal (10).jpg.

Li e gostei:
- Escrever com criatividade. Luciano Martins. Contexto. São Paulo, 2001.
- Inculta e bela 1. Pasquale Cipro Neto. Publifolha. São Paulo, 2002.
- Pai rico, pai pobre. Kiyosaki, Robert. Editora Campus. Rio de Janeiro, 2000.

12 de Fevereiro de 2005.

Marselha.

Antes de atracarmos na Irlanda, tentei caminhar em Dublin, nas páginas de James Joyce. Não consegui.(1)
No entanto, após o regresso ao Rio, revisitei Marselha, lendo Jean-Claude Izzo.(2)

(1) Ainda não consegui acabar de ler "Dublinenses" e "Ulisses". Leitura "pesada".
(2) Li "Os Marinheiros Perdidos", com o mapa do lado, percorrendo Marselha. Muito legal!
(No sul da França, mais uma "viagem" de bike internacional: Nice-Mônaco.)


Porto. Marselha, 2004.

Mais fotos: Mars (1).jpg, Mars (2).jpg, Mars (4).jpg, Mars (5).jpg, Mars (6).jpg, Mars (8).jpg, Mars (9).jpg, Mars (12).jpg, Mars (13).jpg, Mars (14).jpg, Monaco.jpg, TopBus.jpg, TopEye.gif, TopMar.gif, TopNice.gif.

Li:
- Rio de Janeiro panorama sociocultural. Carlos Lessa... [et al.] Universidade Estácio de Sá. Editora Rio Sociedade Cultural Ltda. Rio de Janeiro, setembro de 2004.
- Investimentos. Como administrar melhor seu dinheiro. Mauro Halfeld. Editora Fundamental. 2004.
- Os Carbonários. Alfredo Syrkis. Global Editora. São Paulo, 1980.
- Os Marinheiros Perdidos. Jean-Claude Izzo. Tradução de Vera Gertel. Editora Record. Rio de Janeiro, 2001.
- Ditadura Militar, Esquerdas e Sociedade. Daniel Aarão Reis. Jorge Zahar Editor. Rio de Janeiro, 2000.

01 de Janeiro de 2005.

Boa Derrota em 2005!

Antes de uma viagem, nós marinheiros, preparamos a derrota. É como chamamos o caminho pelo qual uma embarcação navega.

Este termo me incomodava. Soava pessimista. Melhor seria traçar a vitória.

Mas descobri a origem da palavra,...

Derrota, do latim dirupta, isto é, via dirupta, "caminho aberto através de obstáculos".

Assim, ao cumprir a derrota não somos derrotados. Transformamos obstáculos em desafios. Somos vencedores.

Que em 2005 tenhamos uma boa derrota. Vencendo os obstáculos que fazem parte da vida. Abrindo caminho para a paz e felicidade.

Feliz Ano Novo!



Copacabana. Rio de Janeiro, 2005.

Terminei hoje:
- A Arte de Escrever Bem - um guia para jornalistas e profissionais do texto. Dad Squarisi e Arlete Salvador. São Paulo: Contexto, 2004. (Quero aprender! Livro didático, fácil leitura.)

Setembro, 2004

Civitavechia II.

Já estou no Rio de Janeiro, mas o blog continua viajando...
Navio, barco, carro, ônibus, avião, a pé, de bicicleta, trem...
A plataforma da estação é a vida...



A caminho de Livorno. Itália, 2004.

Mais fotos: Italia (1).jpg, Italia (2).jpg, Italia (5).jpg, Italia (6).jpg, Italia (7).jpg, Italia (8).jpg, Italia (10).jpg, Italia (11).jpg, Italia (12).jpg, Italia (13).jpg, Italia (14).jpg, Italia (15).jpg, Italia (16).jpg, Italia (19).jpg, Italia (20).jpg, Italia (22).jpg, Italia (23).jpg.

Leituras recentes:
- América Central nas asas do Quetzal. Eduardo Soares Batista. Porto Alegre: Literalis, 2003. (Muito legal!)
- O Grito da Consciência. Martin Luther King. Rio de Janeiro: Expressão e Cultura, 1968.
- 5S's Housekeeping para PME's. Ademir Ferreira Alencar. Manaus: Editora Valer, 2000.
- Aprendendo a Estudar. Mark Koster. Rio de Janeiro: Koster, 1998. (Interessante. A capa é plágio da capa do famoso Inteligência Emocional. Que cara de pau...)
- Os 7 trunfos para falar Inglês. Lilian Prist. São Paulo: DPL, 1999. (Se funciona? Vou tentar!)

Setembro, 2004

Civitavechia I.

Bela Itália: cada cidade, cada quarteirão, cada esquina, uma agradável surpresa.
Bella Itália: era uma pizzaria que existia no Largo Machado. Com a chegada do Metrô, foi embora, junto com a Spaguetelândia. O Lamas mudou de lugar...



Florença, Itália. 2004.

Mais fotos: G1 029.jpg, G1 066.jpg, G1 074.jpg, G2 015.jpg, G2 028.jpg, G2 045.jpg, G2 054.jpg, G2 057.jpg, G2 081.jpg, G2 085.jpg, G2 103.jpg, G2 135.jpg, G2 140.jpg, G2 150.jpg, G2 153.jpg, G2 164.jpg, G2 167.jpg, G2 180.jpg, G2 192.jpg, G2 207.jpg, G2 210.jpg, G2 215.jpg, G2 221.jpg, G2 233.jpg, P2 181.jpg.

08 de setembro de 2004

Málaga.

E Granada. Parece que estamos em uma cidade árabe. Música, Alcazaba, Generalife. Comi um delicioso kebab de carneiro com iogurte.


Alhambra. Granada, Espanha. 2004.

Mais fotos: Granada.jpg, Granada (50).jpg, Granada (52).jpg, Granada (70).jpg, Granada (74).jpg, Granada (75).jpg, Granada (76).jpg, Granada (82).jpg, Granada (88).jpg, Granada (94).jpg, Granada (96).jpg, Granada (99).jpg, Granada (103).jpg, Granada (110).jpg, Granada (111).jpg, , Granada (128).jpg, Granada (136).jpg, Granada (155).jpg, Granada (157).jpg, Granada (160).jpg, Granada (164).jpg, Granada (176).jpg, Granada (191).jpg, Granada (193).jpg, Granada (277).jpg, Granada (313).jpg, Granada (336).jpg, Granada (342).jpg, Malaga (50).jpg, Malaga (123).jpg.

Li e gostei:
- Fronteiras da Amazônia - Uma Guerra Silenciosa. Aécio Pereira de Souza. Editora Razão Cultural. Rio de Janeiro. 2000. (Um documento histórico.)
- O Sol Também se Levanta. Ernest Hemingway. Tradução de Berenice Xavier. Abril Cultural. São Paulo.Victor Civita. São Paulo. 1981.
- Paris é uma Festa. Ernest Hemingway. Tradução de Ênio Silveira. Bertrand Brasil. Rio de Janeiro. 2000. (Nos dois livros, Hemingway surpreende.)

30 de agosto de 2004

Rouen.

Rouen et Paris. Joana D'Arc, Centre Pompidou, Tour Eiffel, Boudha Bar... Voilà 60 ans que la France s'est libéré du joug nazi!


Musée D'Orsay. Paris, França. 2004.

Mais fotos: animaFranca.gif, CatedralMonet.jpg, Eiffel.jpg, EiffelGustave.jpg, Paris (10).jpg, Paris (11).jpg, Paris (12).jpg, Paris (13).jpg, Paris (14).jpg, Paris (15).jpg, Paris (16).jpg, Paris (17).jpg, Paris (2).jpg, Paris (3).jpg, Paris (4).jpg, Paris (5).jpg, Paris (6).jpg, Paris (7).jpg, Paris (8).jpg, Paris (9).jpg, Paris.jpg, Paris3 165.jpg, Rouen (1).jpg, Rouen (10).jpg, Rouen (11).jpg, Rouen (12).jpg, Rouen (13).jpg, Rouen (2).jpg, Rouen (3).jpg, Rouen (4).jpg, Rouen (5).jpg, Paris (6).jpg, Rouen (7).jpg, Rouen (8).jpg, Rouen (9).jpg, Rouen.jpg.

Acabei de ler:

Editora Sá. 2003.
Li parte nos trens, parte no navio. Muito legal, assim como o filme. Gosto muito de livros sobre viagens. E por ter sido uma viagem de Che Guevara, ainda despertou a mais minha curiosidade. Amo muito quem me deu esse livro!

23 de agosto de 2004

Antuérpia.

Por aqui podemos ouvir holandês, francês e alemão. Ainda assim, não pude entender muita coisa... Terra da cerveja e da batata frita, o país possui duas comunidades: flamenga (ao norte) e valã (ao sul). "Como no Brasil", os flamengos são maioria. Tive a oportunidade de visitar a Antuérpia, a bela cidade medieval de Bruges e as fachadas barrocas de Bruxelas.

Até a França! Próximo porto: Rouen.



Onze Lieve Vrouwe Kathedraal. Antuérpia, Bélgica. 2004.

Mais fotos: Ant_aviao.jpg, Ant_Fla.jpg, Ant_pixa.jpg, Antuerpia (1).jpg, Antuerpia (2).jpg, Antuerpia (3).jpg, Antuerpia (5).jpg, Antuerpia (6).jpg, Antuerpia.jpg, Bruges (1).jpg, Bruges (2).jpg, Bruges (3).jpg, Bruges (4).jpg, Bruges (5).jpg, Bruxelas (1).jpg, Bruxelas (2).jpg, Bruxelas (3).jpg, Bruxelas.jpg

16 de agosto de 2004

Hamburgo.

Willkommen!
Hamburgo foi a base para visitar Lubeck e Berlim.
Danke, Deutschland! Naechster hafen: Antwerpen.



"Muro de Berlim". Berlim, Alemanha. 2004.

Mais fotos:Berlim (1).jpg Berlim (5).jpg Berlim (7).jpg Berlim (8).jpg Berlim (12).jpg Berlim (25).jpg Berlim (28).jpg Berlim (35).jpg Berlim (36).jpg Berlim (84).jpg Berlim (88).jpg Berlim (110).jpg Berlim (112).jpg Berlim (121).jpg Berlim (143).jpg Berlimcapa.jpg Berlimcapa2.jpg Berlimcapa3.jpg Berlimuro.jpg Berluisa.jpg checkpointberlim.jpg estatua1.jpg estatua2.jpg lubeck (11).jpg lubeck (13).jpg lubeck (19).jpg lubeck (23).jpg lubeck (32).jpg lubeck (83).jpg lubeck (90).jpg lubeck (95).jpg

14 de agosto de 2004

Londres.

Aprendi no CCAA e constatei: Underground = The tube.
E "Quem está cansado de Londres, está cansado da vida."
(Samuel Johnson)



London Bridge. Londres, Inglaterra. 2004.

Mais fotos: adeus.jpg bigben.jpg bridge2.jpg espelho.jpg eu.jpg executive.jpg eyes1.jpg eyesoflondon.jpg greenwich.jpg hampton.jpg hitchcock.jpg idiot.jpg london.jpg london bridge.jpg museudecera.jpg newspaper.jpg nowar.jpg pocahontas.jpg reflexo1.jpg reflexo2.jpg semaphore.jpg square.jpg taxi.jpg train.jpg tube1.jpg underground.jpg vidro.jpg

5 de agosto de 2004

Dublin. (Agora com as fotos!)

A sofrida história da Irlanda não acabou com o bom humor dos dublinenses. Dizem que essa alegria foi herdada dos vikings.

Uma das modas por aqui são as camisas da seleção brasileira, que algumas vezes sao vendidas com o simbolo da antiga CBD.
Pubs, Guiness, Irish Coffee, Fish and Chips, com a melodia do The Corrs e sua bela flauta irlandesa.

Let's go to London!



Temple Bar. Dublin, Irlanda. 2004.

Mais fotos:quinta2 077.jpg quinta2 063.jpg quinta2 054.jpg quinta 091.jpg quinta 078.jpg quinta 061.jpg quinta 047.jpg quinta 044.jpg quinta 024.jpg quinta 019.jpg Fot 086.jpg capa.jpg foto (13).jpg foto (19).jpg foto (20).jpg foto (24).jpg foto (25).jpg foto.jpg sabado 028.jpg

20 de julho de 2004

Miami.

O fundo musical continuou sendo os ritmos latinos. Belas
pontes e edifícios. E minha primeira "viagem" internacional
de bicicleta: Miami-Fort Laudardale-Miami.

Até o próximo porto! Dublin!



Miami, EUA. 2004.

Mais fotos: bridgelight.jpg arrivedFL.jpg build.jpg buildings.jpg danger.jpg dismount.jpg downtown.jpg metro.jpg Miami269.jpg mirror.jpg pichabike.jpg pichabike2.jpg two.jpg

11 de julho de 2004

San Juan.

Porto Rico não é independente. Em 1959, o país foi transformado em Estado Livre Associado, regime que coloca nas mãos dos EUA os assuntos financeiros e de política exterior do país. Mas quem não depende de alguém, não é mesmo?

Em 1508, Cristovão Colombo esteve aqui. Agora chegou a minha vez de descobrir a bela San Juan: La Muralla, Forte El Morro,...
Sol, salsa e saudades do meu amor.
Até o próximo porto! Miami!


San Juan, Porto Rico. 2004.

Mais fotos: Photo 025.jpg Photo 028.jpg Photo 138.jpg
Photo 143.jpg SanJuan.jpg Sombras.jpg
Foto 166.jpg Photo 142.jpg Pic 009.jpg
Pic 046.jpg Pic 047.jpg

27 de junho de 2004

Salvador.

Primeiro porto da viagem.
Foi também o primeiro porto da minha vida.
Tinha 17 anos quando, aspirante, entre o primeiro e o segundo ano da Escola Naval, viajei no Navio de Desembarque de Carros de Combate "Garcia D'Ávila".

Quantas vezes voltei depois? Não sei.
Mas sei que andar pelas ruas do Pelourinho será sempre uma oportunidade de conhecer mais a nossa História.
O Pelourinho, para mim, é o coração da cidade de Salvador, que Tomé de Souza, primeiro Governador Geral do Brasil, fundou em 1549, vindo com ordens expressas do rei de Portugal para construir uma "cidade fortaleza".

O "pelourinho" (local onde os escravos eram castigados) era construído nos engenhos, afastado da cidade. A fim de demonstrar o seu poder à população, os senhores de engenho resolveram construir um "pelourinho" no centro da cidade, instalando-o no largo central.
Hoje a área do Pelourinho também é palco de divulgação da preciosa cultura que herdamos dos africanos.
Até o próximo porto!



Pelourinho. Salvador, 2004.

Mais fotos: Pelo1.jpg Pelo2.jpg

19 de junho de 2004

Viagem.

9 de março de 1500, meio-dia, segunda-feira:
A frota de Pedro Álvares Cabral zarpou de Lisboa. A tripulação despediu-se da cidade contemplando as torres do Castelo de São Jorge, construído pelos visigodos no século V.

19 de junho de 2004, 9 horas da manhã, sábado:
Nautas partiremos para uma longa viagem. Deixaremos o Rio de Janeiro admirando o Pão de Açucar. A preparação foi muito desgastante. A expectativa de uma boa viagem é grande.

Não é a frota de Cabral mas, com certeza, será uma viagem de descobrimento. Até o próximo porto!



Urca. Rio de Janeiro. 2003.

Estou acabando de ler: "A gente se vê por aí!" de Henrique Joriam. Rio de Janeiro, Ibis Libris, 2003. Descobri este livro no Palácio do Catete, onde o autor apresentava suas fotografias. Belas fotos. E um livro muito interessante. Gostei. Tudo a ver com uma viagem que fiz em 1983 e com esta viagem, que ora se inicia.

28 de maio de 2004

"Curta-metragem"

Vou a pé para o trabalho
Vou de metrô para o trabalho
Metro a metro caminhando
No metrô eu posso ir lendo

Quando vou é madrugada
Já é noite, quando volto
Meu passo é cadenciado
Como ouvisse um metronômo

A metrópole está vazia
Minha mente está vazia
Imagino pessoas nas ruas
Encontro uma metrômana

E deitado na cama
Sem metrificar
Termino o último verso.


Metrô. Rio de Janeiro, RJ. 2003.

8 de maio de 2004

Eta vida besta!

Me desculpe, Drummond.
Ou melhor, desculpe-me Drummond*.

Mas, casas entre bananeiras
mulheres entre laranjeiras
pomar amor cantar,
será sempre muito agradável,
cheirar sentir ouvir
em "qualquer cidadezinha".

Vida besta é passar metade do dia no escritório,
pastas entre mensagens
empenhos entre ofícios
assinar telefonar rubricar.

Um homem vai devagar.
Outro vou trabalhar.
Um burro vai devagar.

Devagar... as janelas olham.
Rápido... a vida passa.

Eta vida besta, meu Deus.

*Coloquei na minha página
http://www.claudio.azevedo.com/portuga.htm
um powerpoint para estudar "Colocacao dos pronomes obliquos".



Escola Naval. Rio de Janeiro, RJ. 2003.

Acabei de ler: Pessoas de Resultado - O perfil de quem se destaca sempre, de Luiz Fernando Garcia. São Paulo: Editora Gente. 2003. (Muito bom!) Estou acabando de ler: O Jardim do Éden, de Ernest Hemingway. Tradução de Wilma Freitas Ronald de Carvalho. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1987. (Lançado 25 anos após a morte de Hemingway, o livro me surpreendeu. Adolescente, havia lido "O Velho e o Mar", desta forma, não esperava encontrar uma história erótica e moderna. Estou gostando.)

17 de abril de 2004

Dia que termina.
Nada terminante, só
termina com a gente.
O paciente paciente terminal,
espera o dia terminar.

O sol está partindo...
Anoitece.

Do terminal marítimo,
um navio partiu e,
partindo corações, segue,
partindo as ondas.

A noite termina com um tiro,
que partindo de local desconhecido,
terminou com uma vida.
Uma vida que seria terminante.

A noite terminando...
Amanhece.

Terminei de escrever e parti
determinado a viver e a
participar intensamente de mais um dia.


Rio Negro. Manaus, AM. 2002.

Últimas leituras:
- Paiva, Marcelo Rubens. MALU DE BICICLETA. Rio de Janeiro: Objetiva, 2003. (Na minha adolescência li "Feliz Ano Velho" do mesmo autor. Quase 30 anos depois me reencontro com Marcelo Paiva e mais uma vez seu trabalho me agrada. Excelente romance.);
- Preuss, Julio. Fotografia Digital - Da compra da câmera à impressão das fotos. Rio de Janeiro: Axcel Books, 2003. (Descobri lá na Visual Arts. Gostei.)

31 de março de 2004

Abril.

Pois certos momentos da vida contêm poder.

Hoje, me apego ao significado figurado da palavra abril - idade da inocência e da alegria - e tento criar um momento momentoso.

Quero abrir o mês de abril abrindo minh'alma.
Deixando sair as frustrações e inspirando a alegria.

Estabelecendo e reafirmando alvos.
Procurando alternativas e tomando novas atitudes.

E, com uma lágrima ou um sorriso, ter a coragem de estabelecer o momento de parar.

Com uma lágrima ou um sorriso.


Juíza de Futebol. CSU do Parque 10. Manaus, AM. 2002.

Acabei de ler:
- Steinbeck, John. Um Diário Russo. Fotos de Robert Capa. Tradução de Claudio Marcondes. São Paulo, SP. Cosac & Naify, 2003.(Publicado em 1948. Relato de uma viagem. Fotos para ler, textos para ver. Muito bom!);
- Sutherland, Louise. Amazônia - a viagem quase impossível. Tradução de Kátia A. Roque. São Paulo, SP. Totalidade Editora, 1992. (A primeira travessia da floresta amazônica... de bicicleta! Descobri este livro no site clubedecicloturismo.com.br)

18 de março de 2004

Certidões no Cartório.

Atestados
de Nascimento
de Óbito
vida e morte
alegria e tristeza
no mesmo guichê.

Pegue a senha
aguarde a vez e
guarde a hora
do início
ou do fim
de uma vida.


Pasmo no Pasmado. Rio de Janeiro, RJ. 2003.

Últimas leituras:
- GLEESON, Kerry. O programa de eficiência pessoal. Tradução de Eliane Kanner. São Paulo: Makron Books, 1996.(reli, como tornar o trabalho mais produtivo e menos burocrático);
- FERREIRA, Carlos André. Avenida das Américas. Eng. Paulo de Frontin, RJ. Editora NAU, 2003. ("Los Angeles-Rio" de bicicleta. A viagem foi em 1991.)

29 de fevereiro de 2004

Bissexto.

Não querendo ser um bissexto, escrevo hoje, dia bissexto, do ano bissexto.


Mercador. Parque 10. Manaus, AM. 2002.

1. O período de dias que forma o ano é baseado no intervalo de tempo que a Terra leva para completar um ciclo completo ao redor do Sol, aproximadamente 365 dias e 6 horas.

2. Desta forma, de 4 em 4 anos, a fim de compensar a incomensurabilidade entre os períodos de translação e rotacão da Terra, é acrescentado um dia no mês de fevereiro. Assim, o início e o fim das estações do ano, permanecem sempre no mesmo período em relação ao calendário.

3. Mas bissexto não é apenas o nome dado ao ano que tem 366 dias. O dia extra que acrescentamos ao mês de fevereiro também é chamado bissexto. Assim, hoje é o bissexto, do ano bissexto.

4. A origem da palavra vem do romanos que, para retificar o calendário, de 4 em 4 anos, contavam duas vezes o sexto dia anterior ao primeiro de março. Bissexto - duas vezes o sexto.

5. E bissexto também é um neologismo, pois passou a ser empregado com um sentido novo: diz-se daquele, e em especial do poeta ou prosador, que se dedica excepcionalmente à literatura, produzindo pouco e lembrando, por essa escassez, os anos bissextos.

6. Quem nasce no dia 29 de fevereiro também é chamado bissexto.

7. Como saber se um ano é bissexto?
7.a Se o ano não for um ano secular e for divisível por 4, ele é bissexto.
Exemplos:
1964 é bissexto. 1964/4 = 491.
2004 é bissexto. 2004/4 = 501.
2005 não é bissexto. 2005/4 = 501,25.
7.b Os anos seculares, tais como 1600, 2000 e 2100, só são bissextos se divisíveis por 400.
Exemplos:
1600 é bissexto. 1600/400 = 4.
2000 é bissexto. 2000/400 = 5.
2100 não é bissexto. 2100/400 = 5,25.

Referências Bibliográficas:
- Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Aurélio Buarque de Holanda. Editora Nova Fronteira. Rio de Janeiro, RJ. 1975.
- Dicionário Enciclopédico Brasileiro. Álvaro Magalhães. Editora Globo. Porto Alegre, RS. 1964.
- Grande Enciclopédia Delta Larousse. Editora Delta S.A. Rio de Janeiro, RJ. 1972.
- Dutton's Navigation and Piloting. G. D. Dunlap e H. H. Shufeldt. Naval Institute Press. Annapolis, Maryland, USA. 1969.

23 de janeiro de 2004

Um momento.

Chego em casa com fome. Mas antes de chegar à cozinha, paro no escritório. Abro o notebook e tento matar a fome de escrever.

A vida é curta, lembro quase todas as manhãs. Tento aproveitar cada momento com o que é importante. Mas quase sempre o que é urgente me esmaga. Acabo o dia acabado.

Existem ocasiões solenes, que tenho a oportunidade de viver, em que muitos gostariam de estar presentes. E eu gostaria de estar em casa, com a minha mulher.

Existem ocasiões cotidianas, em que um bom texto ou um sanduíche, uma coca-cola com limão e um patê de azeitona ornamentado, tornam o momento revigorante.

Passei a escrever sobre comida. Realmente estou com fome. Fecho o notebook e continuo minha peregrinação até a cozinha.

Na realidade foram dois momentos, com o do título: três.


Oi Novos Urbanos. Marina da Glória. Rio de Janeiro, RJ. 2003.

Últimas leituras:
- Piratas no Fim do Mundo. O Diário de uma Viagem à Antárdida para afundar baleeiros. Denis Russo Burgierman. Editora Abril. 2003. (Muito bom!);
- Marketing Pessoal. 100 dicas para valorizar a sua imagem. Sady Bordin Filho. Editora Record. 2002. (Interessante, mas algumas dicas soam como falsidade);
- Shackleton. Uma Lição de Coragem. Margot Morrel e Stephanie Capparell. Editora Sextante. 2003. (Nota Dez! Um livro sobre liderança que conta a história de um "fracasso bem sucedido");
- A Semente da Vitória. Nuno Cobra. Editora Senac. 2003. (Para viver melhor, motivante);
- Os 7 Hábitos das Pessoas Muito Eficazes. Stephen R. Covey. Editora Best Seller. 1989. (Gosto de ler este livro no final de cada ano, para melhorar meu desempenho pessoal e profissional).

1 de dezembro de 2003

Início do final do ano.


Jardim Zoológico. Rio de Janeiro, RJ. 2003.

Primeiro dia. Último mês.
O ano está acabando...
Mas muita coisa boa ainda pode estar começando!
Últimas realizações, novos sonhos.
Feliz Dezembro para todos! Feliz Ano, quase Velho!

23 de novembro de 2003

"Uma noite com tequila."

Sem ter com quem sequiar,
eu quis tequila,
quis para esquecer.

Esquecer de tudo,
menos de você.

De repente,
te vejo em Vitória.
Bebia tequila. Quem?
Eu e você.

Tequila em Vitória.
Te quis em Vitória.
Quis para não perder.

Não perder a chance
de sequiar com você.

Te quilato,
me aquilato.

Mas a tequila me causou tepor.
E eu, que já estava fraco, dormi.

Dormi e sonhei.
Te encontrei e esqueci.
Acordei e escrevi: "Uma noite com tequila".


No trem para o Corcovado. Rio de Janeiro, RJ. 2003.

Esta semana terminei de ler dois livros: "A Incrível Viagem de Shackleton, a saga do Endurance" de Alfred Lansing. Tradução de Sérgio Flaksman. José Olympio Editora, 1993. E "Oswaldo Cruz & Carlos Chagas. O nascimento da Ciência no Brasil" de Moacyr Scliar. Odysseus Editora, 2002.

16 de novembro de 2003

Jardim Botânico.

Pela segunda vez, este ano, fui ao Jardim Botânico. Além da primavera, a chuva durante a semana deixou tudo mais verde e florido.

Lembro quando morei em Manaus. Foi a primeira e única vez que não morei em apartamento. Saudades do jardim, grama, flores, belos pássaros cantando e colorindo a alvorada. Lá só temos duas estações no ano: inverno (chuvas) e verão (estiagem). No verão bastava uma chuva e a paisagem rapidamente esverdeava, mostrando seu poder de recuperação.

Quantas vezes também já não precisamos de uma palavra amiga, um carinho ou uma alegria para recobrar o ânimo perdido?

Como dizia o saudoso locutor esportivo Waldir Amaral após um gol: "Choveu na horta do Mengão..."


Jardim Botânico. Rio de Janeiro, RJ. 2003.

Esta semana terminei de ler "A Rebelião dos Marinheiros" de Avelino Biden Capitani. Editora Artes e Ofícios, 1997.

Escrevi para uma amiga que partiu. Mas ela não chegou a ler.

09 de setembro de 1991 1:47h

Leila.

Versos se fazem,
Versos se criam,
Versos se perdem,
Versos se jogam fora, e se acham!

Eu queria achar a poesia que escrevi para você.

A vida é uma poesia em que
"cada um de nós pode contribuir com um verso"*

Nós te amamos!
E queremos estar com você.

*Do filme Sociedade dos Poetas Mortos.

Achei!

08 de junho de 1991

...... A noite no mar é mais verdadeira. Pode-se ver o céu completo, de horizonte a horizonte. Assim, conhecendo-a por inteiro, aprendi a contemplar a beleza de sua negridão. Ela me transmite calma, ternura, força e coragem.
...... Conhecendo-a por inteiro, sei que seu negro possui sempre a luz das estrelas, brilhando ansiosas, na expectativa da chegada do sol, que em um transplante de cores permite que a noite siga seu caminho, contornando o mundo.
...... Pelo contato que tive com ela sei que é eterna, pois algo tão significante não pode perecer. E então ela resiste e permanece firme em sua trajetória.
...... Sempre bela.
...... Sempre Leila.

Leila - variante de Laila, palavra árabe - significa: noite ou negra como a noite.


Muri, próximo de Nova Friburgo. Rio de Janeiro, RJ. 2003.

01 de novembro de 2003

Novo Novembro.

Bem-vindo Novembro!
Coincidência 1. O dia do livro foi mês passado, quando eu voltei a ler mais.

Leia, com paixão, aqui!
Ary Barroso, ilustre flamenguista.

Estou terminando de ler "A Câmara Clara" de Roland Barthes, Editora Nova Fronteira, 1984. Filosofia da Fotografia. Interessante, mas bastante complexo para mim. O significado, a interpretaçao da fotografia. "Observei que uma foto pode ser objeto de três práticas (ou de três emoções, ou de três intenções): fazer, suportar, olhar".

Semana passada li "Fernanda Vogel - na passarela da vida" de Tammy Luciano, Editora 7 Letras, 2003. Pude conviver com Fernanda, uma jovem e seus objetivos, profissionalismo, amor à família. Gostei muito. O acidente com a modelo nos deixa triste, mas nos convida à reflexão.

Coincidência 2. Ontem, eu e minha doce Glória fomos passear na Urca. Aproveitamos e fomos ao doce Pão. Quando chegamos, de volta em casa, Rosangela telefona e nos convida para passear na Urca.


Pão de Açucar. Rio de Janeiro, RJ. 2003.

25 de outubro de 2003

Pink Floyd na Amazônia.

1996. O navio encalhou no rio Jutaí, Amazônia. Era um rio "deserto". De vez em quando uma draga de garimpo aparecia descendo o rio, abandonando a área.
Eis que sai, do meio da floresta, um senhor. Vivia ali, magro, longe de tudo e de todos, sozinho, na floresta, alimentando-se da caça e da pesca, sem rádio, sem TV.
Passamos alguns alimentos para ele, desencalhamos e partimos.
Nunca me esqueci do seu boné: Pink Floyd - The Wall.


Porto Curuçu, Rio Madeira. Amazonas, AM. 1997.

17 de setembro de 2003

Entreolhar.

S'entre-regarder

R eciprocamente
O lharam-se
S emblantes
T ez
O bservaram-se
S imultaneamente


Gif animado. Manaus, AM. 2002.

10 de outubro de 2003

Alma de um navio.

Nós, marinheiros, acreditamos que os navios têm alma.
Esta semana dediquei grande parte do meu tempo preparando
as comemorações dos 15 anos do meu navio.
Um dos eventos foi o lançamento do site www.k11.mar.mil.br.

Como se forma a alma de um navio?

Respondo com uma frase do Comandante Chrysógeno Rocha de Oliveira,
primeiro comandante do Navio de Socorro Submarino Felinto Perry:
Sei também que a alma deste navio, que é feita com pedaços das nossas,
absorverá a de todos os que a nós se juntarem e que,
quando as dificuldades vierem, nossas vozes serão uma só a dizer:
Conta comigo meu barco!.


Sei que meu navio tem alma. Uma boa alma.


Quilha do NSS Felinto Perry. Rio de Janeiro, RJ. 2003.

03 de outubro de 2003

Sublinhar a vida.

Ane Walker, em seu adorável blog walkwoman, nos lembra como é bom ler um livro com
um lápis na mão. Lápis? Talvez melhor seja uma caneta. Pois, além de sublinhar, Ledo
Ivo nos ensina que: ..., o poema pode ser recriado e até danificado por qualquer leitor, que lê nele o que deseja ler, e o reescreve mentalmente à sua vontade, como se fosse um ditoso suplente de criador ou um ajudante de mentiroso.

Há muitos anos, na minha adolescência, lendo este belo poema da saudosa Herzer, trabalhei com a caneta.

Esta dor (Herzer)

Se soubesses que por ti sou agonia,
sou penumbra até a luz do dia
se soubesses que por tanto te querer
deixo em forma de tristeza o amor doer.

Nem sequer na ilusão eu te esqueci
pois meu peito não esquece mais de ti
e até na noite calma me tranquei
pra sozinho recordar o quanto te amei

E você tentando tanto evitar
que este amor se desabroche ao luar
e você tentando tanto se esconder
deste amor que não tem mais como doer.

Esta dor...
esta dor que não tem mais como sangrar
esta dor que sofre tanto por te amar.

Risquei a terceira estrofe e escrevi:
O que hoje sinto, por você, me faz feliz
mas também inseguro e ciumento
engraçado, prazer e dor, juntos, convivendo
neste que é o mais lindo sentimento.



Flamengo. Rio de Janeiro, RJ. 2003.

01 de outubro de 2003

Novo Mês, Novas Ondas.

Vejo ondas.
No mar, nas montanhas, nos seus cabelos...


Corcovado. Rio de Janeiro, RJ. 2003.

28 de setembro de 2003

Tempo.

Realmente o tempo passa muito rápido. Atualmente, quando quero lembrar minha idade, tenho que fazer uma conta de subtração.
Hoje, mais uma vez, visitando um blog (imagemdigital do Leornardo Ramadinha) voltei no tempo e, desta vez, lembrei da foto abaixo.


Bairro Mauazinho. Manaus, RJ. 2002.

27 de setembro de 2003

Viagem.

Da minha viagem no mar trago uma foto, da minha viagem no tempo (após visitar o blog do almacarioca) trago um papiro, escrito para o amigo Milton, em 10 de dezembro de 1982.

Prefiro escrever em folha dobrada, quando tenho alguma semente em meu interior.
Refiro a vontade de extravasar, mesmo sem saber se escrevi direito.
Prefiro mostrar o fruto a um amigo, um amigo sincero. Que coma, delicie, cuspa, engula caroço, e tenha gula (talvez para poder engolir).
Refiro ao fato de ter sido você o primeiro a ler uma das minhas folhas dobradas.
Fiquei contente!

Claudio Azevedo.


Cabo Frio, RJ. 2003.

22 de setembro de 2003

Rosto.

Sou o Nauta e estou partindo mais uma vez...
Tchau amor, bons sonhos! Até sexta!


Rio de Janeiro, RJ. 2003.

Setembro de 2003

Experimenta...

Que tal um copo de Jack Daniel's?


Rio de Janeiro, RJ. 2003.

19 de setembro de 2003

Saudades de Manaus.

Tudo era mais calmo e bonito. Lá conheci minha doce Glória. Eu era feliz, e sabia.

Voltando da Ponta Negra, sinal fechado. De dentro do carro < clique! > crianças manauaras.


Manaus, AM. 2002.

24 de setembro de 1988

Chegando de Santos recebi o seu recado, tento agora passar para o papel a emoção que senti.

O Dia do Nascimento

Nathália, do latim, o dia do nascimento.

Eu sei que não foi um dia qualquer, foi Nathália, o dia do nascimento, que apenas por ser
criança é linda como rosas vermelhas.

Rosas vermelhas. Vermelhas de Milton, do grego, vermelho, rubro. Rosas de Rosangela,
do greco-latino, rosa angelical.

Nathália agora está aqui entre nós, para aprender com o nosso exemplo e para nos ensinar
com a sua pureza.

A união de seus nomes formou rosas vermelhas, a união de duas pessoas que
amamos formou Nathália.

Parabéns pelo dia do nascimento.

Claudio Azevedo.


Nathália e Rô,
Rio de Janeiro, RJ. 2003.

Maio de 2003

Refletindo...
A reflexologia é o estudo dos reflexos.
Na psicologia, escola que reduz todos os fenômenos psíquicos a reflexos condicionados.


Largo do Machado, Rio de Janeiro, RJ. 2003.

E o estudo das reflexões? Seria a Lógica?

Por que refletir - além de causar reflexo, espelhar - também significa meditar?
Refletir vem do latim reflectere: virar para trás.
Mas prever - ver antes - também significa meditar.
E para "ver antes" temos que olhar para frente.
Nem sempre... Para ver antes, muitas vezes temos que olhar para trás,
analisar o anterior para imaginar o posterior, prever.

Ao refletir, revemos e prevemos. Mas prever é refletir. Redundância?

Redundância é superfluidade de palavras. Fim do circunlóquio.


Largo do Machado, Rio de Janeiro, RJ. 2003.

Maio de 2003

Logo depois, seguindo o mesmo muro...


Rio de Janeiro, RJ. 2003.

11 de maio de 2003

O Gênesis.
1. Caminhava pela Praça São Salvador e vi a cena abaixo;
2. Imaginei a foto;
3. Li o artigo sobre os fotoblogs na revista Fotografe Melhor;
4. Bati a foto;
5. Criei "O Nauta".
Espero, neste blog: novas amizades, novos conhecimentos.
Toda crítica será bem-vinda.


Rio de Janeiro, RJ. 2003.